Registro de um passeio

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Registro de um passeio

 

 

Quase por acaso, conhecemos duas cidades dos Estados Unidos – Miami e Orlando, na Flórida. De repente, aceitamos um convite e fomos em frente. Podemos considerar que o passeio foi bem-sucedido. Acompanhados de jovens – o grupo foi formado por: Carlos Magno, Jailde, Carlos Leal e Marcos, além do autor do presente artigo e sua esposa. Saímos no domingo, 27.10.96, às 05:00h e chegamos em Miami às 07:30h do dia seguinte, horário local, tudo escuro. Uma viagem sem percalços.

Primeira surpresa: ver Miami à noite. Um espetáculo de luzes e cores. Parece uma imensa colcha de retalhos, tecida à base de fios de ouro e brilhante.

Primeiro obstáculo – enfrentar a alfândega nos Estados Unidos. Tudo tem que estar certinho, se não, dá zebra. Felizmente, tudo legal. Pegamos um taxi. Surpreendentemente, um carro velho, imenso, mas funcionando direitinho. O motorista, um porto-riquenho conversador e muito esperto, jogou os 6 no carro e enfrentou o regulamento da cidade. Numa viagem de cerca de 12 km cobrou U$ 34, sob alegação de que fez o papel de dois carros e correu o risco de ser multado. (Lá, um taxi só pode conduzir o máximo de 05 pessoas).

Hospedados, tiramos um cochilo e fomos conhecer o centro comercial da cidade. Primeira surpresa: cidade limpa, trânsito organizado e tudo funcionando bem. Gostamos de tudo. No dia seguinte, resolvemos locar um carro para ir para Orlando. Locamos uma “Lumina”,  carro superconfortável. Saímos de Miami à noitinha. Visitamos um grande shopping recentemente inaugurado e muito distante da cidade. Depois de rodar bastante, encontramos o objetivo. Ficamos até às 20/21h mais ou menos e tocamos para Orlando. Na imensa malha viária local, tivemos que enfrentar as dificuldades naturais de quem não conhece o local, inclusive enfrentando a barreira do idioma. Sentimos a falta de não saber falar inglês. No particular, houve muitos fatos pitorescos. Tudo era motivo de alegria. Depois de pouco mais de 3 horas, chegamos a Orlando, onde ficamos rodando até às 3 da madrugada, tentando descobrir o hotel previamente determinado. Foi necessário o auxílio de um guarda de trânsito, que se compadeceu da gente e nos levou até à International Drive. O hotel estava cheio. Rodamos até encontrar um outro, que nos hospedou de maneira tranqüila.

Recuperadas as energias, caímos em campo. Daí pra frente, foi só alegria. A bordo da Lumina, não tivemos mais dificuldade. Visitamos muitas lojas a procura de melhor preço e conhecemos grande parte das atrações turísticas da cidade. Visitamos parques e jardins, além de monumentos e atrações turísticas. Destaque para a organização, os costumes e a vida em geral dos habitantes de lá. Não se percebe sinal de pobreza nem de violência. O poder aquisitivo de todos parece ser dos melhores. Não se vê carro velho. O trânsito flui de maneira natural. Todas as rodovias têm limite de velocidade e todos respeitam. Todos os semáforos são inteligentes. Não existe cruzamento. A cidade é planejada, inclusive para receber turistas. Não há ônibus-lotação,  trem ou metrô. Todas as lojas são sediadas em shoppings, que têm imensos estacionamentos. Os velhos e deficientes físicos são prestigiados por toda parte. Todos os estacionamentos têm espaço reservado a eles. Ninguém viola o direito do outro. As casas residenciais não têm muro de proteção e geralmente são cercadas de muita vegetação, com campos gramados onde se pratica golfe, caminhadas etc.

Uma atração à parte são os parques de diversão. Por falta de tempo, deixamos de visitar a Disney, Epcot Center e outros. Onde andamos, vimos a marca da inteligência, o investimento visando o turismo e o bem-estar da criatura humana. Durante uma semana, não vimos um sinal de violência ou de coisa ruim. Parece que todo mundo está preocupado em progredir e viver com intensidade.

bbb

De volta ao Brasil, o sonho acabou. Ao descer no aeroporto, a cruel realidade. Inúmeras informações de violências, as estradas ruins, o trânsito horrível, os carros velhos e para completar, o horário eleitoral retratando mal gosto e estupidez. Afinal, estávamos no Brasil.

Para compensar, Maceió e sua beleza natural por toda parte! Não dá para entender por que os nossos representantes não conseguem descobrir a riqueza que temos. Paciência.

Quem sabe, quando perderem…

Abel.

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