2014 – 16º Abel Magalhães – Judas

0
422

16º – Judas – Amós Oz

Descrição do Produto

“A partir da história de amor entre um estudante e uma mulher misteriosa, Amós Oz questiona a fundação do estado de Israel e as guerras que abalam o Oriente Médio.

Amós Oz é o mais importante escritor israelense da atualidade. Candidato constante ao prêmio Nobel, fez de sua obra uma reflexão profunda sobre o destino do povo judeu. Quais cicatrizes a história turbulenta do país deixou sobre seus habitantes? Que marcas imprime no indivíduo uma vida atravessada pela guerra? Há solução possível para um conflito que remonta a tempos imemoriais?

Judas é exemplo claro da densidade de sua obra. O protagonista é Shmuel Asch, um estudante que se vê em apuros no inverno de 1959: sua namorada o deixou, seus pais faliram e ele foi obrigado a abandonar os estudos na universidade e interromper sua pesquisa – um tratado sobre a figura de Jesus sob a ótica dos judeus.

Passado o desespero inicial, ele encontra morada e emprego numa antiga casa de pedra, situada num extremo de Jerusalém. Durante algumas horas diárias, sua função é servir de interlocutor para um velho inválido e perspicaz. Na mesma casa, vive uma mulher bonita e sensual chamada Atalia Abravanel, com quase o dobro de sua idade. Shmuel é atraído por ela, até que a curiosidade e o desejo transformam-se numa paixão sem futuro.

Neste romance cheio de lirismo, Amós Oz retorna ao cenário de alguns de seus livros mais apreciados, entre eles Meu Michel e De amor e trevas: a Jerusalém dividida em meados do século XX. Ao lado de seus personagens, Oz é corajoso o bastante para questionar o estabelecimento de um estado para os judeus, com suas consequentes guerras, e se pergunta se seria possível eleger um caminho histórico diferente.

Como lembra o ensaísta Alberto Manguel, neste livro Amós Oz revolve, com profunda inteligência e paixão, o coração da tragédia palestina”.

Apesar dessa bela descrição feita pela editora sobre o autor e sua obra, não gostei do livro sob comento. Quero crer que eu não estaria preparado para a citada leitura, apesar da maneira suave e gostosa de escrever, do autor. Conforme o texto diz, a obra de Oz é densa e versa sobre o destino do povo judeu. Particularmente, “Judas” poderia ser bem mais abrangente e penetrar com profundidade na essência do tema. Mas, não. Achei muito superficial. Pensei em enriquecer os meus conhecimentos sobre a região do Oriente Médio e, no entanto, Amós fez um romance que não me convenceu. Por isto, fiquei um tanto frustrado. Enquanto isto, há quem diga o que este moço abaixo disse:

“Mais uma vez, Oz nos dá uma absoluta, necessária obra-prima.” – Alberto Manguel

E agora? Deve ser o resultado do meu limitado conhecimento sobre o assunto.

Maceió, 15 de dezembro de 2014

Abel de Oliveira Magalhães.

Compartilhar

DEIXE UMA RESPOSTA

*