2014 – 12º Abel Magalhães – 18 dias

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18 dias

Autor: Matias Spektor

294 páginas

Descrição do produto

“18 dias é a história por trás da ofensiva diplomática de Lula e FHC para quebrar a resistência do governo norte-americano ao PT nas eleições de 2002.
No livro, Matias Spektor, professor da Fundação Getulio Vargas e colunista da Folha de S. Paulo, revela uma faceta desconhecida dos bastidores do poder: o papel da política externa durante uma troca de comando no Palácio do Planalto.
Com documentos inéditos e entrevistas exclusivas, a obra reconstitui os 18 dias da transição presidencial mais delicada de nossa história recente.”

Pelo exposto, dá para entender tranquilamente o desenrolar do tema abordado na obra. Pela primeira vez na história um governante se preocupa em preparar a transição de um governo para outro, com todo o cerimonial possível. Mais importante: o novo governante é operário e de oposição. Sua trajetória está estribada num estilo de vida dedicado exaustivamente à sua grande causa, a dos trabalhadores que, pela sua essência, tem cores de radicalismos. Depois de três tentativas, finalmente é eleito e se prepara para o grande dia da posse.

Como todo governante, o presidente da República precisa se relacionar bem com os governantes de outros países, principalmente os mais desenvolvidos e detentores de potencial que influem nos demais países do mundo. Na época, quem governava os Estados Unidos era George W. Bush, de estilo muito forte. A fama do presidente eleito do Brasil era de opositor aos Estados Unidos e admirador de regimes contrários ao mesmo. Por si só, um caso delicado e que requeria muita habilidade diplomática entre as partes, principalmente do Brasil, país considerado de terceiro mundo. Bush era muito radical em suas posições. Como o Brasil detinha status de país emergente e era o mais importante da América Latina, havia interesse das partes numa conciliação. Peça fundamental no xadrez era o presidente que estava encerrando o mandato – FHC. Este, de formação socialista e verdadeiro estadista, dedicou-se à missão com denodo.

O livro é baseado em documentos inéditos e entrevistas exclusivas com dezenas de indivíduos que participaram das relações entre o Brasil e os Estados Unidos durante a transição presidencial de 2002. É, pois, uma bela obra, que prende a atenção do leitor do começo ao fim.

Maceió, 04 de setembro de 2014.

Abel de Oliveira Magalhães

“Extraordinário… Parece hoje inacreditável que tucanos e petistas pudessem ter colaborado tão intensamente”. — Clóvis Rossi, na Folha de S. Paulo

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