2014 – 6º Abel Magalhães – Os Sertões é um livro escrito por Euclides da Cunha e publicado em 1902.

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“Os Sertões é um livro escrito por Euclides da Cunha e publicado em 1902.

Trata da Guerra de Canudos (1896-1897), no interior da Bahia. Euclides da Cunha tinha presenciado uma parte desta guerra como correspondente do jornal O Estado de S. Paulo, e ao retornar escreveu um dos maiores livros já escritos por um brasileiro. Pertence, ao mesmo tempo, à prosa científica e à prosa artística. Pode ser entendido como uma obra de Sociologia, Geografia, História ou crítica humana. Mas não é errado lê-lo como uma epopeia da vida sertaneja em sua luta diária contra a paisagem e a incompreensão das elites governamentais”.

Como diz na apresentação da editora acima, trata-se de uma obra que pertence à prosa científica e à prosa artística. Científico em função da abordagem específica, detalhando todos os aspectos da natureza de forma científica, e artístico, pelo estilo prolixo, cheio de palavras difíceis que, apesar das facilidades de consultas inerentes ao equipamento de leitura, provoca no leitor desestímulo e aborrecimento. (Meu pensamento. Isto não impediu de levar a leitura até ao fim). No entanto, fica-se especulando o porquê do tal hábito. Observe-se que o fato aconteceu nos idos de 1896-1897. E o livro foi publicado no ano de 1902. Apesar de o autor ter sido correspondente do jornal O Estado de São Paulo na época da guerra, parece que ele não tinha em que ocupar o seu tempo ocioso, a não ser ler e estudar dicionário para enriquecer o seu vocabulário de maneira exagerada. Por causa disto, o livro se torna muito difícil para o leitor, parecendo mais que a obra tinha sido escrita em outro idioma. Isto se revela muito chato. Outro detalhe que aborrece é a sequência de mortes que acontece a todo momento. Parece obra de ficção. Em lugar do fato verdadeiro, fica a sensação de invencionice. Isto se passa ao longo de 437 páginas, que parece nunca mais acabar. O personagem principal é o ambulante e revoltado Antônio Conselheiro, que teve os seus ascendentes trucidados por inimigos quando era pequeno. Em meio à sua revolta, sobreveio-lhe o sentimento de justiça, que redundou em fanatismo religioso. Isto resolveria tudo. Achava também que o Brasil estava arruinado com o surgimento do regime republicano. E para ele só tinha valor os seguidores da Monarquia. Fixado no povoado Canudos, interior da Bahia, conseguiu atrair para as suas fileiras todos os residentes da localidade. O movimento cresceu e começou a perturbar o governo. Por quatro vezes o exército foi vencido pelos seus jagunços, até que na 5ª oportunidade, tudo foi dizimado.

Maceió, 03 de junho de 2014.

Adendo: Fernando deu a seguinte contribuição: “Na época em que o livro foi publicado, 1902, era extremamente elegante e altamente requintado escrever de forma difícil. Isso era costume no início do século XX”. 

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