2013 – 17º Abel Magalhães – O Mapa e Território

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O Mapa e Território

Autor: Allan Greenspan

Quantidade de páginas: 262

Descrição do produto

Alan Greenspan foi o homem mais poderoso das finanças mundiais por dezoito anos — período em que comandou o Federal Reserve, o banco central americano. Durante sua gestão, o mercado financeiro atingiu picos de crescimento jamais imaginados, um fenômeno que o próprio Greenspan chegou a chamar de “exuberância irracional”.

Mas pouco tempo depois de deixar o Fed, uma das maiores crises financeiras de todos os tempos — se não a maior — solapou todos os grandes mercados ao redor do mundo. A grande crise financeira de 2008 acabou gerando uma prolongada recessão em escala global. O que deu errado? Por que quase todos os economistas e políticos relevantes estavam tão enganados em suas previsões e gestões de risco?

Para responder a essas perguntas, Alan Greenspan se dedicou a um exame rigoroso e abrangente acerca de como o Homo economicus prevê o futuro — e como ele pode fazer isso de forma mais eficiente. O risco econômico é um fato da vida em todos os seus domínios, da administração da casa à administração de empresas, incluindo as atividades de organizações não governamentais e, claro, do próprio governo. Tenhamos ou não consciência desse fato, todos os dias fazemos apostas no futuro. Mas, com muita frequência, acabamos nos orientando por mapas antiquados, quando não somos impulsionados por fatores totalmente fora de nosso controle consciente.

O mapa e o território é um tratado minucioso sobre como atualizar a grade conceitual de que dispomos para fazer previsões. Integrando o mais recente trabalho de economistas comportamentais, a história das previsões econômicas e suas próprias memórias, Greenspan oferece ao leitor uma visão lúcida e fundamentada sobre o que podemos ou não prever acerca do futuro.

Nenhum mapa é o território, mas a abordagem de Alan
Greenspan, amparada pelo rigor e perspicácia que lhe são peculiares, assegura que este mapa será de grande valia para traçar jornadas mais seguras em diferentes estradas, transitadas por indivíduos, empresas e pelo Estado.

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Apesar de toda essa apresentação acima, de autoria da editora, trata-se de um livro muito técnico e, por isto, muito chato de se ler – pelo menos para leitores nas minhas condições. Desde o começo, dá vontade de desistir, mas, como tenho o hábito de enfrentar o desafio, está cumprida a tarefa. Não se perde nada ao ler um livro, mesmo se não gostar dele. É que o autor enfrentou dificuldades; pesquisou e deu o melhor de si, para entregar de mão beijada ao leitor. Nesse aspecto, o lucro foi razoável. A gente se debruça sobre um tema técnico e aprende alguma coisa. Na verdade, ele deve ser muito bom para os técnicos em Economia e seus derivados. A linguagem e os termos utilizados estão dentro do figurino e a sensação e compreensão deverão ser bem mais compreensíveis. Assim, o dever foi cumprido. Vou partir para um outro, com um tema diferente.

Maceió, 26 de novembro de 2013.

Abel de Oliveira Magalhães.

 

 

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