2012 – 8º Abel Magalhães – Livro do Boni

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Sinopse do Livro do Boni

Autor: O próprio

8 – O livro é um pouco diferente dos outros, a começar pela confecção dos títulos dos capítulos. O material utilizado em sua feitura é especial, super-leviano , rico em fotografias. Isto facilita sobremaneira o seu manuseio, a sua leitura e a compreensão. A temática é uma incursão no mundo da mídia em geral, com peso específico no segmento da tecnologia liderada pela televisão. A obra é escrita na primeira pessoa.

Boni nasceu na cidade de Osasco, no ano de 1935. Sua vida foi ligada a pessoas influentes que lidam com o segmento. Ele faz um verdadeiro passeio pelos nomes das empresas de televisão do país. Fala em tudo que é novela, personagens, administradores, concorrências, bastidores, dificuldades econômicas e financeiras enfrentadas.  Faz o leitor recordar temas e personagens já um tanto esquecidos, inclusive com graça e humor. A propósito, reproduz as dificuldades de conseguir a liberação dos direitos autorais da famosa novela intitulada ‘O Direito de Nascer’ e a participação importante da Dercy Gonçalves para conseguir o intento a partir do México, onde residia o seu autor. Mostra intrigas de bastidores com pessoas influentes; assinatura de contratos, confecção de títulos diferentes e os percalços das TVs no início, com falta de dinheiro, profissionais sérios e problemas salariais. Mostra as imensas dificuldades financeiras enfrentadas pela Globo no começo.

Imperdível o capítulo sobre a Dercy Gonçalves e sua trajetória na vida, principalmente na sua juventude. Boni reproduz passagem da noite de núpcias da atriz, quando viu o sangramento da desvirginização e gritou: “Está me esfaqueando? Está me esfaqueando”? E corre para a Delegacia pedindo socorro. O marido foi atrás dela e explicou a situação ao Delegado. Na Delegacia, todos morreram de rir. Ela voltou acabrunhada para casa e nunca mais quis saber de sexo com o marido. Outro capítulo interessante é com o Chacrinha, mostrando fortes lições de bastidores .

Como não poderia deixar de ser, o autor mostra as dificuldades iniciais das transmissões em rede nacional e a primeira transmissão do famoso Jornal Nacional, a expectativa enfrentada e felicidade do resultado. Descreve com detalhes os lances da censura nos anos de chumbo mostrando a mediocridade dos homens do poder.

O livro mostra a importância de um país livre que desenvolve as suas aptidões e procura em toda parte o que há de melhor para aprender e superar as suas dificuldades nativas.

Interessante notar que os bons momentos eram sempre brindados com música clássica e vinho da melhor qualidade.

Boni deixou a Rede Globo em 1998, depois de 31 anos de sucesso na empresa. Saiu porque era chegada a hora. E foi se dedicar ao seu sonho maior, a organização de sua empresa televisiva , a Rede Vanguarda, composta de duas geradoras e 18 repetidoras, tendo hoje 53 canais, cobrindo mais de 2,5 milhões de espectadores, em 46 municípios de São Paulo, cujo empreendimento cresce a olhos vistos. (25/04/2012)

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