Cantinho da Magal – Trabalho intelectual na chácara

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Trabalho intelectual na chácara

Hoje, dia 28 de setembro, às 10:00h, estou na chácara, estudando Filosofia Política para fazer uma prova no dia seguinte. Sem dúvida, é um esforço e tanto estudar filosofia em pleno domingo, mas tenho de fazer algum sacrifício pela falta de tempo durante a semana.

Meus artigos parecem ser chatos, pois revelam a minha realidade e minha vida hoje em dia. Resumem-se à família e aos estudos, inclusive lazer.

Neste exato momento, Raniery me trouxe um copo de cerveja “para as idéias fluírem melhor”, diz ele.

Parece que escrevo diretamente às pessoas que entendem o meu mundo – meu pai e meu tio Zé. Eles sempre comentam o que escrevo, de maneira simples, mas com muito sacrifício e carinho.

Lendo e tendo que aprender Maquiavel, fiz uma analogia (não sei se certa) do homem de Virtù, aquele que traz no sentido grego a força, a qualidade de lutador e guerreiro viril que Maquiavel defendia. E transporto para a nossa vida cotidiana.

Nesse sistema capitalista que nos individualiza e nos força a procurar o máximo do poder aquisitivo, estabeleço essa analogia com o homem de virtù de Maquiavel. Claro que ele vai além disso. Para ele, são homens especiais, capazes de realizar grandes obras e provocar mudanças na história, o que não estou tentando estabelecer. Porém, visualizo o homem de virtù de hoje, lutando em busca de seus objetivos e, para vencer, precisa ser um guerreiro, um lutador especial, partindo daí para o domínio da fortuna – deusa disposta a ser seduzida – lembra o tio Zé, não é?

Ao meio dia e vinte, com alguns intervalos para dar assistência aos filhos e marido, termino a primeira parte de meus estudos, lembrando que meu pai passou a manhã toda de domingo fazendo o NF e tantos outros também estudando como eu; outros trabalhando e outros curtindo merecidamente este dia ensolarado de lazer.

Um beijo a todos.

 

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