Ecos do Rio – Conversando com José Magalhães

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Conversando com José Magalhães

(Falando sobre a preocupação do que ele escreveu para a última edição do Notícias do FAM). “Eu me emocionei com as lágrimas do Lula; eu vibrei muito, mas o que eu quero que os meus irmãos entendam com o meu artigo é que eu sempre procuro ver uma ligação nossa com qualquer coisa que eu trago. Eu me emocionei com as lágrimas dele e vi a grande lição; a força de vontade de não desanimar. Então eu brinco com os meus irmãos. Os ‘miseráveis’ da família são os cinco primeiros filhos quando voltávamos do Rio Grande do Norte. (Abel estava no ventre da mamãe e indiretamente também era um pau-de-arara.) Não adianta ser raivoso, xingar todo mundo, culpar o Estado, culpar as autoridades por não ter vencido na vida. O exemplo está aí. O mais interessante é que o Lula recebeu o diploma de presidente da República e não poderia ser presidente do Banco do Brasil, nem da Caixa Econômica, nem da Petrobrás. Os estatutos dessas empresas preconizam que tem que ser um técnico no assunto. Voltando à visão dele, eu peço que Deus o ilumine porque vai ser difícil.

Abel – Quem pega o jornal Notícias do Fam e não lê o que você escreveu, não leu o jornal.O pessoal vai direto em cima do que você escreve. Porque tudo que vem de você é respeitado.

José – Aí não há muita vantagem porque eu conheço bem o meu público leitor. Uma coisa que eu gostei pra chuchu foi a brincadeira do papagaio, a estória do Manuele. Eu gostei da brincadeira porque eu me transportei pra lá. Aí você deixou passar um bicho com “x”. E eu pensei: “O Abel esqueceu de apertar uma tecla lá do computador para corrigir esse bicho com “x”. Mas isso não tira o brilho da peça.

Abel – Eu estava lendo há pouco o NF e pensando: “Eu preciso registrar o hábito que tenho de ler o Notícias do FAM”. Já era a 3ª ou a 4ª vez que eu estava fazendo isto, depois que ele tinha circulado. Antes de ser impresso, eu o leio várias vezes, fazendo revisão. No final das contas eu o leio umas dez vezes. Numa dessas leituras eu vi bicho com “x” e achei estranho. E disse: “Vou verificar”. E terminei esquecendo. Eis que, você agora me informa…

José – Abel, eu estou te dizendo isto, mas não tira o brilho da matéria. Apenas é como eu digo para você: o nosso jornal passou a ser referência para muita gente. Então o pessoal lê um negócio desse e… ‘esse bicho pega bem’.  Meu irmão, eu vou deixar você à vontade. Agradecer a sua força, essa garra e esse amor que você tem para com o jornal da família. Eu, mais do que outros aí, entendo o valor do seu trabalho, da sua dedicação. No dia 14 de janeiro estarei aí para nós comemorarmos tudo de bom do nosso convívio. No aeroporto espero que me recebam com simplicidade, baixando a bola da melhor maneira possível, porque eu sou apenas o irmão mais velho. Eu não sei como retribuir tanta gentileza. De uma maneira geral, os meus irmãos dizem que gostam do que escrevo. Eu me sinto honrado e estimulado a escrever mais.

Abel – Não sei se você vai alcançar a sutileza que eu quero transmitir para você: Quem poderia também estar nesta mesma posição era o seu filho Marcus. Mas ele não consegue ter a sua motivação. Você, que chova, que faça sol, escreve para o jornal. Você é a razão maior da existência do NF.

José – Não é só o Marcus, não. Tem muita gente aí que poderia escrever também, principalmente da 1ª geração. O Marcus é da 2ª geração. Aqui e ali você consegue fazer uma matéria com o Cláudio e ele ficou todo lisonjeado com o que escreveu. E estou crente que ele vai continuar escrevendo e…nada. O Fernando, a Lurdinha podem escrever; têm condições; eles lêem. Eu vou bater um papo com eles quando eu chegar. Diga à minha cunhada que eu estou preparado para passar três dias ou mais nesse final de férias com vocês, para comer aquele cuscuz; jogar aquele biriba que ela gosta e estou mandando um abraço especial para ela. Fique com Deus e muito obrigado pela generosidade e carinho que você tem para comigo, OK?

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1 COMENTÁRIO

  1. É difícil reler essa matéria e não se emocionar. Foi o que aconteceu comigo agora. Que lembrança enorme! Quanto mistério tem a Natureza! É muito bom ter uma imagem como a desse irmão querido. Mais importante ainda por ocasião de seu aniversário, oito anos depois do seu falecimento. Com carinho…
    Maceió, 27/12/2015.

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