Ecos do Rio – FAM X REFLEXÕES E DESAFIOS 2004

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FAM X REFLEXÕES E DESAFIOS 2004

 

Hoje é o ultimo dia do ano, portanto convidativo para refletirmos sobre os resultados do ano findo e quais as esperanças para o ano vindouro. O caro leitor poderá sentir na exata medida de si mesmo do que estou falando. Cabe a cada um de nos a auto-avaliação, afinal como fomos? Foi positivo o balanço?  Então ótimo, caso contrario não se desespere, novamente temos um ano pela frente e a esperança renasce…. Mas cuidado, não deixe sempre para amanha a realização de seus sonhos, pois vc corre o risco de envelhecer e continuar tendo somente sonhos… E lembre-se que sonho sem ação não passa de ilusão.  Não espere sentado pelo “espetáculo do crescimento”, faça o seu caminho, pois esses caras estão fazendo o dele…

Acabo de ler quase integralmente a ultima edição desse ano do nosso NF. Como sempre o Abel me surpreende, tira água da pedra…

Aproveito para pegar uma carona no assunto do editorial, que resume a historia da nossa família a partir da criação do FAM e que tão bem trabalhada foi pelo nosso querido editor chefe, inclusive com detalhes curiosos e de  destaque como as seis vezes que a presidência foi ocupada pelo Cláudio, um dos mais vibrantes defensores da associação entre todos os associados..

Bom, sobre o  tema quero abordar dois cenários desafiadores  e que tem tudo haver com a época de final de ano propicia para avaliação dos resultados  Penso que cumprimos com louvor a primeira parte  da missão  que nos propomos desde a criação do FAM:  Ou seja conseguimos nesses últimos dez anos, manter a família unida e conforme  o editorial estivemos por incontáveis ocasiões reunidos em congraçamento e festas.

Entretanto esse modelo e o conteúdo das reuniões me parecem um pouco gasto. Já é possível notar em vários associados um interesse menor por nossas reuniões e eventos inclusive dando preferência por outras atividades que lhes parece mais interessantes.  É bastante natural que isso tenha acontecido, pois a vida é muito dinâmica e tudo que fica parado fica pra traz.  Os interesses mudam. O nosso modelo de reunião (conteúdo) está esgotado e  desestimulante, houve inclusive um retrocesso pois nas ultimas vezes  o que se discutiu de novo e interessante foi nada , pelo contrario ficou patente uma desmotivação  de membros da própria diretoria com os próprios compromissos que lhes cabem por regulamento e planejamento das atividades.  Dou um exemplo: A diretoria social se “justificou” por não realizar alguns eventos programados como uma diretoria “mala sem alça” . Sinceramente não entendi.  Em seguida o presidente afirmou da sua grande satisfação pela  “eficiência” da Diretoria social.  Ora, ou eu tô maluco ou  o Aurélio descreve eficiência de forma diametralmente oposta.  Em épocas anteriores, tivemos momentos de grande valor quando  varias apresentações de palestrantes abordaram temas de interesse e que motivavam as pessoas. Outra vez uma olimpíada conseguiu de forma simples  juntar todos da primeira e segunda geração numa competição envolvente em que todos vibramos muitíssimo.  Nessa administração tivemos muito pouco ou quase nada disso, nem nada novo que pudesse realmente motivar.   As pessoas no geral, são movidas a participarem quando estão motivadas, portanto cabe a Diretoria promover os meios e atitudes motivacionantes.

Penso ser fundamental refletirmos sobre um novo horizonte, sobre novas sugestões, novos projetos de forma a re-motivarmos os associados, caso contrario estamos entrando definitivamente em fase terminal.  Gostaria do propor a todos os associados refletirem sobre novas idéias para que pudéssemos discutir num grande mutirão na AGO.  Se cada um de nós levarmos uma sugestão, uma idéia, certamente teremos um bom material pra trabalhar e promover um renascimento valoroso. Para facilitar dô um caminho que ajudara quem quiser contribuir, basta responder as seguintes perguntas, inclusive meu caro leitor vc poderá levar por escrito:  AONDE ESTAMOS?  QUEM SOMOS?  AONDE QUEREMOS IR?

O outro desafio esta relacionado a passagem de gestão  para a segunda geração, assunto muito discutido ultimamente e motivo de grandes preocupações dos mais velhos.  Penso que cabe a nos da primeira geração e principalmente esta diretoria promovermos ações definidas e pensadas para cumprirmos essa etapa.  Vejo com muita pouca chance de sucesso se simplesmente deixarmos as coisas acontecerem, definitivamente elas não acontecem.  Atualmente estamos como que cobrando que a turma nova se apresente para o comando. Tenho serias restrições a esse modelo, provavelmente não funcionará. Devemos nos lembrar que no geral somos muito acomodados. O ambiente competitivo na região de Arapiraca infelizmente atrofia as pessoas, tornando-as inertes. É fundamental compreendermos que qualquer mudança de gestão e governança precisa ser pensada e planejada.  Alguns poucos da segunda geração têm se apresentado como lideres aptos a desempenharem a função básica de re-acender o FAM.  Portanto cabe a nós identificarmos e prepararmos um representante da segunda geração  que apresente as condições mínimas o qual deverá ser eleito para a tarefa . Após isso uma agenda de ações e treinamento (de comum acordo) deverá ser adotada e talvez em um ano teremos um líder com sangue novo para cumprir a missão.

Pra finalizar aguardo seus comentários.

 

No mais um abraço e feliz 2004

Fernando

 

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