Ecos do Rio – Velho Chico, o mais novo caso de amor da família.

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Editorial

Velho Chico, o mais novo caso de amor da família.

 

Não custa reafirmar o óbvio: o passeio anual do FAM tornou-se, de fato, no maior evento sócio-cultural-recreativo da nossa associação. É altamente gratificante para uma diretoria, que planejou e organizou com o máximo de cuidado o passeio, constatar o elevado grau de satisfação reinante entre os participantes. Os dias 18 e 19 de janeiro último ficarão, por certo, gravados na memória de todos nós por muito tempo. Entusiasmo e animação já começam com o embarque no ônibus. O reencontro dos que moram em Maceió, Arapiraca e Rio de Janeiro já prenuncia o que vai acontecer: muita alegria e descontração.

A escolha do Hotel Velho Chico não poderia ser melhor. À margem direita do Rio São Francisco, no lado de Sergipe, em Própria, com uma vista panorâmica de cartão postal e apartamentos com TV, ar-condicionado e frigobar, piscinas, salão de jogos e outras atrações, o hotel proporcionou o conforto e a tranqüilidade que merecíamos. E todos nós usufruímos as mordomias à nossa disposição.

No passeio noturno, enquanto o catamarã deslizava sobre as águas serenas do São Francisco, um luar de esplendor tropical servia de testemunha às manifestações de felicidade de cada componente do grupo. Não satisfeita com o simples papel de testemunha, a lua parecia querer inspirar o lado artístico de alguns cantores que perderam a inibição e nos brindaram com suas vozes interpretando canções imortais da velha guarda. Bernadete e Ivonete deram um verdadeiro show de bom gosto musical, mesmo com a dificuldade do tecladista em acompanha-las. Merecem registro especial as participações do Erick, com músicas da atualidade , e do Dênis, com a seleção de canções de grande carga significativa. Não temos dúvida de que a lua se sentiu plenamente gratificada em ser testemunha daquela festa da família Magalhães.

Mas o passeio noturno era apenas um aperitivo, um prognóstico, uma preparação para o dia seguinte. O entusiasmo, a alegria, a descontração iam aumentando à medida que o tempo passava, contagiando até a tripulação do catamarã, a ponto de o empresário, proprietário da embarcação, antes de nossa saída do cais, e motivado pelo clima de confraternização, pedir permissão para se dirigir a todos os presentes para externar suas impressões sobre o que ele estava observando. Fez questão de salientar que falava não como proprietário do barco, mas como um ser humano envolvido pelo ambiente de felicidade que tomava conta de todos. A temática de sua fala como ainda ecoa entre todos nós, privilegiava a família e seus valores. Foram mais ou menos essas as suas palavras: “Não poderia deixar de me dirigir a todos vocês que escolheram o meu barco para um passeio memorável. Falo não pelo interesse comercial mas, acima de tudo, pelo significado do evento. Enquanto no mundo atual o que se fé é briga de filho com pai e pai com filho, vem uma família de Arapiraca dando um exemplo a ser seguido de união e de vida em harmonia que deveria reinar não só nas famílias de Arapiraca, mas também de Sergipe e do Brasil. Fiquei feliz e satisfeito com a presença dos senhores e pelos momentos de descontração demonstrada que impressionaram toda a tripulação. Muito obrigado e que continuem fazendo um ótimo passeio”.

Foram aproximadamente sete horas de recreação sadia com alegria estampada no rosto de cada participante, com direito a banhos nas águas sagradas do Velho Chico, sem distinção de idade, sexo e status social, todos irmanados na mesma emoção. O almoço farto e saboroso, na própria embarcação, agradou a todos e o sistema de consumo de bebidas de acordo com a necessidade e o desejo de cada um foi aplaudido por todos.

Não se pode deixar de registrar ainda o poder afrodisíaco das águas ou da brisa proveniente das encostas do rio. Aconchegos e romantismos explícitos foram observados freqüentemente, numa prova inequívoca de que o passeio do FAM concorre também para a reaproximação afetiva e renovação de juras de amor e carinho. Só por isso, talvez, já valesse a pena.

Estamos todos de parabéns pelos momentos lindos e inesquecíveis que experimentamos nesses dois dias, mas à diretoria que planejou e executou com esmero toda a programação, os nossos agradecimentos sinceros e os nossos aplausos de pé.

De tudo, uma grande lição: entre o Velho Chico e o FAM há, de fato, uma ligação muito forte, um profundo amor.

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