Ecos do Rio – Passeio em tempo real, viagem virtual.

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Ecos do Rio

Passeio em tempo real, viagem virtual.

 

Mesmo envolvido no clima de total descontração que marcou o passeio do FAM, a todo momento me transportava pelo pensamento para outros lugares ou situações vivenciadas em outros tempos. A máquina fotográfica, por instantes, foi substituída pela câmera de vídeo da memória, provocando, assim, uma viagem virtual paralela.

No último passeio da nossa associação, entre os dias 18 e 19 de janeiro, à medida que nos cumprimentávamos no ônibus que nos conduziria ao local do passeio, perguntas as mais variadas iam sendo feitas a mim:

  • Por que a Fátima não veio? Como está o Marcus em Londres? Ou então declarações como: bem que a Rita e a Carla poderiam ter vindo…

Essa demonstração de carinho e apreço dos meus irmãos, sobrinhos e cunhados pela minha família me deixou feliz e envaidecido. Afinal sou humano e tenho direito de me emocionar ao constatar que minha mulher e meus filhos são queridos e admirados por tanta gente. Até perguntas sobre as netas foram feitas e me senti orgulhoso em falar sobre cada uma delas.

A diretoria do FAM descobriu que belas paisagens com as mais variadas ofertas de lazer não são privilégio dos grandes centros ou de outras regiões já consagradas pelo turismo. Muito perto de Arapiraca, o rio São Francisco, da cachoeira de Paulo Afonso até a foz, apresenta inúmeras opções de diversão e lazer para uma família. Por isso, o Velho Chico foi mais uma vez escolhido para o principal passeio do ano do FAM. A base foi o Hotel, também chamado Velho Chico, em Própria, SE, à margem direita do rio. Ocupamos os apartamentos do hotel e fomos almoçar na AABB da cidade. Na parte da tarde, a atração foram as piscinas do hotel e, ao ver a alegria das crianças, fiquei imaginando como se comportariam ali a Andressa, a Thamiris, a Marina, a Maria Clara e a Victoria. Como gostaria que elas estivessem juntas curtindo aquele momento diante dos meus olhos. Tenho certeza de que ficariam felizes como pinto no lixo.

Fomos jantar à noite naquele bar-restaurante onde, há muitos anos, paramos para um lanche quando voltávamos para o Rio de Janeiro, via Aracaju, numa caminhonete do Miguel. Até hoje a Rita comenta a água de coco e o camarão frito saboreado naquele dia e lugar.

Depois do jantar, fizemos o primeiro passeio nas águas do São Francisco com o privilégio de ter a lua como testemunha, com direito a ouvir música eletrônica e ao vivo conforme registrado no editorial.

O café da manhã do domingo foi no próprio hotel. Como entrada, as mais variadas frutas da região: fruta-de-conde, mamão, melão, melancia e sucos os mais diversos. Isso me levou a sentir-me rodeado da Fátima, Elanir, Marcus, Rita e Carla.

Às 10 horas começou a parte principal do passeio. Navegamos pelo São Francisco durante uma sete ou oito horas, com duas paradas para banho e almoço na própria embarcação. Enquanto o catamarã deslizava sobre as águas, pratos de tira-gosto foram servidos. O preferido foi o de camarão frito. A cada camarão saboreado, lembrava de quem mais gostava desse fruto do rio ou do mar, e lembrei de todos, por isso acredito ter comido um pouco além da conta.

Na volta, houve muitas manifestações de satisfação e alegria pela iniciativa da diretoria em proporcionar um evento de alto bom gosto para todos os associados do FAM. No meio de tanta descontração, o Dênis chegou perto de mim e disse:

Zé, se você não teve argumento para trazer a Fátima, garanto que vou convence-la a vir no próximo ano. Pode aguardar.

Respondi-lhe:

Espero, do fundo do coração, que você consiga.

 

Caro leitor, peço que compreenda esse meu sentimento de amor a pessoas que, mesmo distante fisicamente nesse momento, representam e significam tanto para mim

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