Histórico do Fam

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Doze Filhos

Pequeno Histórico do FAM

Autor: Abel de Oliveira Magalhães

No dia 18 de março de 1989, aconteceu algo importante e simples no seio da família Magalhães. Foi o encontro com o objetivo de fundar uma associação que servisse de união da família. Isto aconteceu na residência da Sra. Olívia Nunes de Magalhães, situada na rua Vereador Benício Alves de Oliveira, nº 328, no bairro de Cacimbas, Arapiraca, Alagoas. O encontro teve a presença de sete dos doze filhos, além da matriarca. Nesse encontro, foi discutido e aprovado o estatuto da organização, que teve o nome original de Fundo de Assistência Mútua da Família Magalhães – nome de fantasia, FAM. Com o tempo, evoluiu para Associação da Família Magalhães, tendo em vista os elementos constitutivos das citadas organizações.

Razões para a criação do FAM

Os irmãos de D. Olívia eram muito humildes e moravam no Rio de Janeiro. Devido às dificuldades enfrentadas, tiveram a idéia original de organizar uma “Caixinha”, para facilitar nas despesas de funerais da família. O projeto prosperou e criou ramificações. Sua grande cria foi a Associação da Família Magalhães, agora já nos descendentes da matriarca. Outras razões incentivaram a materialização da idéia. O genitor, Sr. Tibúrcio de Oliveira Magalhães, falecera muito cedo, aos 62 anos, nos idos de 1974. O inditoso acontecimento se revelou um desafio sem tamanho para a viúva, Sra. Olívia Nunes de Magalhães, que ficara com 12 filhos, sem condições financeiras e inúmeros problemas. Muito fervorosa, se apegou à sua fé e enfrentou a realidade com muita disposição e denodo. O tempo foi passando e os filhos foram crescendo. Sua maior preocupação era a educação da prole. Fez tudo que pôde para conseguir o objetivo. Com a bênção de Deus, os filhos foram crescendo com muito amor e carinho.

Os irmãos de Dona Olívia, em número também de 12, eram muito unidos e isto ajudou muito na construção de uma família batalhadora e vitoriosa. No Rio de Janeiro eles foram razoavelmente bem-sucedidos, uma vez que todos viveram com grande dignidade. Essa união refletiu de maneira mais forte junto a nossa protagonista e seus numerosos filhos. Brotou então a necessidade de se construir algo que garantisse a união da família que, por isso, parecia ser especial. Desta forma, todos começaram a sentir a necessidade de contribuir da melhor maneira possível para a conquista do valioso objetivo.

Dona Olívia, ao ficar viúva logo cedo, teve que enfrentar muitas dificuldades. Ela faleceu no dia 1º de maio de 2000, um duro golpe para a família. Pela grandeza de seu coração e sua inquebrantável fé em Deus, conseguiu unir os filhos em prol de um objetivo comum, a união de todos num ambiente familiar e cheio de carinho. Os desafios foram enfrentados. Todos receberam educação e o abençoado amor oriundo daquele imenso coração. Deus volveu suas mãos sobre a sofrida família e a vitória apareceu.

Em meio a esse universo especial, D. Olívia manifestou a preocupação de perpetuar a união dos filhos depois de sua morte. Sentindo os primeiros reflexos da idade avançada, procurou o filho mais velho, José, e lhe revelou o sentimento. Este se lembrou do exemplo dos tios no Rio de Janeiro e teve a idéia reveladora: inspirado na “caixinha” dos tios cariocas, avançou mais um pouco e criou a benfazeja Associação da Família Magalhães. O objetivo era ter condições de unir e manter unida a família, custasse o que custasse. Isto, além de beneficiar a todos, traria para a matriarca forte dose de tranqüilidade e bem-estar espiritual. O objetivo foi alcançado. Todos se comprometeram a assumir e respeitar o compromisso. Assim, nos idos de março de 1989, foi criada a associação que perdura até hoje.

Destaques

Como é natural nessas circunstâncias, o entusiasmo da família fez com que a Associação fosse progredindo e procurasse criar situações que marcassem e enriquecessem a sua existência. Assim, ao longo do tempo, foram aparecendo as revelações que deixaram a sua marca. Primeiro, surgiu o estatuto social, para garantir a segurança da organização e a sua longevidade. Este foi criado e aprimorado. Com o tempo, foi registrado em Cartório, dando feições de sociedade organizada. Em seguida, surgiu a árvore genealógica com todos os descendentes da família; fotos ampliadas dos genitores; a bandeira, dando cores e respeito às reuniões. Sua criação é produto da iniciativa do associado Edson Souza. José Magalhães, como o membro mais culto, providenciou o brasão da família. Abel Magalhães criou a biblioteca do Fam, que recebeu o honroso título de Olívia Nunes de Magalhães, em homenagem a quem sempre se dedicou à educação dos filhos. Foi confeccionada a tribuna para facilitar a apresentação dos oradores. Sua criação foi idéia do associado Wirley Carles. Criou-se a conta bancária para facilitar as transações financeiras. Organizou-se a listagem patrimonial, para garantir o controle do patrimônio do clube. Foi necessária também a criação do calendário de eventos, visando estimular a movimentação social do clube e a aproximação permanente dos associados. Cláudio Magalhães criou a galeria dos ex-presidentes e finalmente, o associado Cláudio Júnior criou o Museu do Fam, iniciativa de grande utilidade, pois vai organizar e conservar apetrechos e elementos valiosos ligados à família Magalhães e a sua história.

Travessia do FAM

Como tudo na vida tem suas dificuldades iniciais, a Associação da Família Magalhães, no curso de sua existência, também enfrentou obstáculos. No início, o grupo só se reunia uma vez por ano. Com o tempo, chegou-se à conclusão que era necessário abreviar os encontros. Ficou decidido que as reuniões passariam a ser mensais, sendo que em dezembro de cada ano aconteceria o Natal da Família e uma Assembléia Geral Ordinária no mês de janeiro de cada ano, precedida de um passeio anual com todos os familiares. Nessas ocasiões o ambiente se tornava festivo e todos gozavam de momentos inesquecíveis com brincadeiras, atrações culturais, tudo documentado através de fotografias e filmagens. O resultado é a existência de um arquivo histórico de grande importância que serve de recordação e fonte de consulta para todos. Por conta disto, a família visitou e conheceu muitos lugares. Os acontecimentos de fim-de-ano faziam com que os parentes que se encontravam em outras plagas viessem participar dos festejos e se reencontrassem com os familiares. A propósito, a Associação tinha um sócio especial que residia no Rio de Janeiro. Pela sua importância para com o movimento, fora contemplado com o título de Presidente de Honra do FAM. A sua presença era muito importante, pois, além de se deslocar do Rio de Janeiro, era automaticamente aclamado presidente das Assembléias Gerais e servia de incentivo e inspiração para o sucesso dos passeios e tomadas de decisão. Ele era o espelho da família. Seu nível cultural era algo admirável. Fora estudar no Rio de Janeiro onde triunfou de maneira eloqüente. Distribuía conhecimento a granel. Era querido e amado por todos. Sua presença era indispensável. Era um marco. Seu nome, JOSÉ DE OLIVEIRA MAGALHÃES, sempre inspirou respeito e dignidade. Infelizmente, no dia 24 de junho de 2007, falecera no Rio de Janeiro, onde morava e deixou uma lacuna imensa no seio da família. O fato abalou o lastro da família de tal forma que a Associação sofreu uma paralisação muito forte, a ponto de alguns acharem que a organização não teria mais sentido em continuar. Tinha desaparecido a sua peça principal. No ano anterior, no dia 22/11/2006, tinha ido o primeiro dos irmãos – Antônio de Oliveira Magalhães – que falecera de repente, de ataque cardíaco. Outros fatores também concorreram para supor-se que a associação teria acabado. Por conta disto, passaram-se 6 meses sem haver as benfazejas reuniões. Eis que, quando se pensava que não mais existia nada, surge uma movimentação típica de jovem impaciente. Ao revolver as cinzas, lá estava a brasa incandescente. Era o movimento retornando com toda força, retomando o seu curso normal.

Conclusão

Dezenove anos depois, a segunda geração tomou conta do barco e tem energia suficiente para proporcionar uma verdadeira revolução, corrigindo os defeitos herdados da primeira geração, imprimindo a sua marca característica e modernizando o movimento. Essa geração é liderada por Marcos César e Cláudio Jr, que tem ao seu redor uma plêiade de primos com uma disposição maravilhosa, cujo resultado será dos melhores. Por conta disto, os primeiros frutos já estão aparecendo. A movimentação é muito grande e o semblante de cada participante deixa transparecer fortes demonstrações de atividade em prol do bem maior da família, a união de todos e a continuação da associação. Significa dizer que a família Magalhães é privilegiada, porque está tendo o merecimento de desenvolver uma iniciativa deste jaez, cuja proeza muitos dariam tudo para também conseguir.

Aprimorando o fato, surgiu a necessidade de se criar o Portal da Família Magalhães, para facilitar a troca de experiências e as informações acontecerem em tempo real. O projeto está em andamento e é ponto de honra do presidente, o incansável Cláudio de Oliveira Magalhães Júnior.

 

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3 COMENTÁRIOS

  1. Muito bom poder reviver a partir da releitura desse artigo os caminhos percorridos por nossa associação, cujo bem maior é a união da família. Em tempos atuais essa missão original torna o desafio mais difícil, uma vez que em função do crescimento da associação, do pertencimento à família advindos de sangues não magalhães, naturalmente promovido pelo casamento de nossos descendentes, pensamentos e atitudes conflitantes, como a lei de gerson, o egoísmo, naturais no ser humano, acabam pro promover ruídos e atritos no relacionamento e o consequente enfraquecimento do bem estar e convívio saudável interfamiliar.
    Já enfrentamos e vencemos maiores batalhas, não será dessa vez que não superaremos. O futuro é colorido…
    Abr

  2. Valeu, Wirlei.
    Tio Fernando, considero seu comentário realístico, sutil…um aprendizado.. Muito interessante!
    A analogia com a lei de Gerso facilitou e evidenciou, pra mim, o dominio do discernimento.

    Definições da Web sobre Lei de Gerson:
    “Na cultura brasileira, a Lei de Gérson é um princípio em que determinada pessoa age de forma a obter vantagem em tudo que faz, no sentido negativo de se aproveitar de todas as situações em benefício próprio, sem se importar com questões éticas ou morais. …
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Gerson

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