2019 – 11º livro – Fogo Morto

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Fogo Morto

José Lins do Rego.

“Fogo Morto é considerado a obra-prima do escritor. Foi lançado simultaneamente a Menino de Engenho. Esta nova edição apresenta textos assinados por Carlos Drummond de Andrade, Mário de Andrade e pelo professor da USP, Benjamin Abdala Júnior.

Publicado em 1943, o livro logo foi aclamado pela crítica, conferindo ao paraibano Zé Lins, um lugar único em nossa literatura. “Eu hoje vou saudar Fogo Morto. Gostei muitíssimo. Acho mesmo que o novo romance de Lins do Rego deixou em mim o ressaibo da obra-prima”, dispara Mario de Andrade.

A temática do livro, que expõe as consequências sociais do fim do ciclo da cana, pode ser encontrada em outros livros do autor, mas é em Fogo Morto que a inovação narrativa aparece com mais força. Zé Lins criou três personagens que retratam a decadência e ao mesmo tempo a força para a superação: o mestre artesão José Amaro, o senhor de engenho Lula de Holanda e o capitão Vitorino Carneiro da Cunha. Os três possuem o orgulho como traço comum. Estes protagonistas, somados a um elenco de coadjuvantes igualmente memoráveis, compõem um amplo espectro da sociedade brasileira na transição entre a Escravatura e a Abolição” – Pensamento da editora.

Como vimos, o romance é dividido em três partes, com três personagens centrais: o mestre artesão José Amaro, o senhor de engenho Lula de Holanda e o capitão Vitorino Carneiro da Cunha.

José Lins do Rego sempre foi uma predileção de leitura para mim. No entanto, sempre foi protelado. É o resultado da imensa dificuldade de escolher um livro diante da grande produção disponível no universo correspondente. Finalmente, chegou a vez.

Na medida em que você vai lendo o livro, tem a sensação de que está vivendo os bons momentos do interior, pois você se transporta para o sítio ou fazenda em que viveu; e repassa tudo como um filme contando a história da sua vida.

Pelo gosto que estou tendo, acho que vou ler outros livros do autor, pois ele tem um estilo muito bom de se ler. Fogo Morto está sendo o primeiro. É um belo desafio. Vamos ver.

Maceió, 27 de outubro de 2019

Abel de Oliveira Magalhães.

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