2019 – 7º livro – Minha História

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Minha História

Michelle Obama

Um relato íntimo, poderoso e inspirador da ex-primeira-dama dos Estados Unidos.

“Com uma vida repleta de realizações significativas, Michelle Obama se consolidou como uma das mulheres mais icônicas e cativantes de nosso tempo. Como primeira-dama dos Estados Unidos — a primeira afro-americana a ocupar essa posição —, ela ajudou a criar a mais acolhedora e inclusiva Casa Branca da história. Ao mesmo tempo, se posicionou como uma poderosa porta-voz das mulheres e meninas nos Estados Unidos e ao redor do mundo, mudando drasticamente a forma como as famílias levam suas vidas em busca de um modelo mais saudável e ativo, e se posicionando ao lado de seu marido durante os anos em que Obama presidiu os Estados Unidos em alguns dos momentos mais angustiantes da história do país. Ao longo do caminho, ela nos ensinou alguns passos de dança, arrasou no Carpool Karaoke e criou duas filhas responsáveis e centradas, apesar do impiedoso olhar da mídia.

Em suas memórias, um trabalho de profunda reflexão e com uma narrativa envolvente, Michelle Obama convida os leitores a conhecer seu mundo, recontando as experiências que a moldaram — da infância na região de South Side, em Chicago, e os seus anos como executiva tentando equilibrar as demandas da maternidade e do trabalho, ao período em que passou no endereço mais famoso do mundo. Com honestidade e uma inteligência aguçada, ela descreve seus triunfos e suas decepções, tanto públicas quanto privadas, e conta toda a sua história, conforme a viveu — em suas próprias palavras e em seus próprios termos. Reconfortante, sábio e revelador, Minha história traz um relato íntimo e singular, de uma mulher com alma e consistência que desafiou constantemente as expectativas — e cuja história nos inspira a fazer o mesmo” – Pensamento da editora.

É surpreendente o estilo revelado pela autora. O leitor vai se envolvendo na história e termina sentindo a necessidade de chegar logo ao fim do livro.

Além da surpreendente desenvoltura em escrever bem, ela faz belos registros nas relações envolvendo namorados e o marido. Em certo trecho ela diz: “Meu coração batia forte quando ele se inclinou para me beijar. E, no entanto, eu sabia que, apesar de estar abraçando um homem generoso, uma pessoa que gostava de verdade de mim, havia algo além de nós”.

Outra coisa digna de nota é a dedicação às filhas com relação à educação das mesmas e o convívio na alta sociedade em geral.

Não foi bem-sucedida na primeira gravidez. “Certo dia um teste de gravidez apresentou resultado positivo, e isso nos fez esquecer todas as inquietações e ficar em êxtase, mas uns quinze dias depois tive um aborto espontâneo, que não só me causou desconforto físico como enterrou todo o nosso otimismo. Ao ver as mulheres andando alegremente com as suas crianças pela rua, eu sentia um forte desejo, seguido por uma sensação brutal de inadequação”.

 

Sua luta maior, talvez, tenha sido com relação ao preconceito. “Em Princeton, eu precisava dos meus amigos negros. Ajudávamos e apoiávamos uns aos outros. Muitos tinham chegado à faculdade sem sequer ter a noção de nossas desvantagens”.

Ela era uma mãe extraordinária. Dizia sobre o assunto: “Estar com crianças me fazia esquecer de tudo, e era maravilhoso. Eu eliminava o estresse da faculdade, me forçava a parar de pensar e vivia o momento. Quando criança, eu passava dias inteiros brincando de “mamãe” das minhas bonecas, fingindo que sabia vesti-las e alimentá-las, penteava seus cabelos e botava band-aids delicadamente em seus joelhos de plástico.”

Sobre o marido, costumava dizer: “Barack tinha um sorriso que parecia se esticar por toda a extensão do rosto. Ele era uma combinação letal de suavidade e sensatez”

No dia do pedido de casamento, aconteceu essa cena: “Por fim, nosso garçom apareceu com um prato de sobremesa coberto com uma tampa de prata. Ele colocou o prato na minha frente e levantou a tampa. Eu estava irritada demais para sequer olhar para baixo, mas, quando o fiz, vi uma caixa de veludo preto onde deveria haver um bolo de chocolate. Dentro, havia um anel de diamante. Barack olhou para mim com um sorriso brincalhão. Ele havia me enganado. Tudo tinha sido uma armação. Levei um segundo para desmantelar a raiva e me entregar a uma alegre perplexidade. Ele se ajoelhou e, com a voz embargada de emoção, perguntou sinceramente se eu lhe daria a honra de me casar com ele.”

“Por um ou dois minutos fitei, embasbacada, o anel no meu dedo. Olhei para Barack querendo confirmar que tudo aquilo era real. Ele estava sorrindo. Havia me surpreendido completamente. De certa forma, nós dois tínhamos ganhado. “Bem”, disse ele, alegre, “isso deve calar sua boca”.

Maceió, 09 de julho de 2019

Abel de Oliveira Magalhães.

 

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1 COMENTÁRIO

  1. Oi Abel,
    Nada a complementar. Sua sinopse resume tudo e como também li o livro, aproveito para para recomendar fortemente a leitura. A Michele Obama é um exemplo inspirador de força e energia

    Abr

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