A sutil arte de ligar o “dane-se”

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A sutil arte de ligar o “dane-se”
Mark Manson
“Charles Bukowski era alcóolatra, mulherengo, viciado em jogo, grosseirão, sovina, preguiçoso e, em seus piores dias, poeta. Ele seria a última pessoa no mundo a quem você pediria conselhos ou que esperaria encontrar em um livro de autoajuda.”
O livro começa com essa afirmação. Para o autor, era o ponto de partida perfeito.
O personagem queria ser escritor, mas não conseguia realizar o desejo. Em toda parte era recusado por todas as revistas, jornais, agentes e editoras que procurava. O peso do fracasso o faria afundar cada vez mais na depressão movida a álcool que o acompanhara por quase toda a vida. À noite, bebia sozinho, escrevendo poemas em sua velha máquina de escrever. Acordava no chão, apagado de tão bêbado. Viveu assim durante três décadas, envolvido em drogas, jogatina e prostitutas.
Aos cinquenta anos, após uma vida de fracassos e auto depreciação, o editor de uma pequena editora independente desenvolveu um estranho interesse por ele. Decidiu arriscar. Três semanas depois de assinar um contrato, Bukowski tinha o primeiro romance pronto. Dedicatória do livro: “A ninguém”. Daí em diante, ele tornou-se um escritor e poeta bem-sucedido. O objetivo do autor é revelar que quem acredita em si mesmo persiste e chega lá.
O autor desenvolve a tese da lei do esforço invertido. “Todos seguem a “lei do esforço invertido” no sentido de que são valores “negativos”. “Quanto mais você se desespera para ser rico, mais pobre e indigno se sente, seja qual for sua renda. Quanto mais você se desespera para ser bonito e desejado, mais feio se considera, seja qual for sua aparência. Quanto mais você se desespera para ser feliz e amado, mais sozinho e aflito fica, não importa com quem esteja. Quanto mais espiritualizado quer ser, mais egocêntrico e superficial se torna no processo.”
Diante do registro reproduzido, o autor tem lá as suas razões. É necessário ter um jogo de cintura para alcançar o objetivo desejado.
Diz o autor que poderia falar disso por horas, mas acha que já deu para entender. Tudo que vale a pena na vida só é obtido ao superar o sentimento negativo associado a ele. Toda tentativa de escapar do negativo, de evitá-lo, suprimi-lo ou silenciá-lo sai pela culatra. Evitar o sofrimento é uma forma de sofrimento. Evitar dificuldades é uma dificuldade. Negar o fracasso é fracassar. Esconder o que é vergonhoso é, em si, causa de vergonha.
“Assumir a responsabilidade pelos nossos problemas é muito mais importante, porque é daí que vem o verdadeiro aprendizado. É vem o progresso. Culpar os outros é apenas escolher sofrer.”
“MARK MANSON não tem meandros ou meias palavras. Com um estilo honesto, divertido e incrivelmente perspicaz, ele se tornou popular escrevendo em seu blog o que as pessoas realmente precisam ouvir, pois só isso funciona para nos fazer evoluir pessoal e profissionalmente. O autor mora em Nova York, nos Estados

Maceió, 27/11/2018.
Abel de Oliveira Magalhães.

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