Matheus e a ESCOLA SESC

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Matheus e a ESCOLA SESC
Visitamos o Márcio para conversar sobre a conquista do seu filho Matheus na seleção para a Escola SESC de Ensino Médio – ESEM. Como de hábito, fomos bem recebidos, e o ambiente era por demais propício para um papo dessa natureza. A seguir, um resumo da nossa conversa.
Ao pedir ao Márcio que falasse sobre o tema e suas razões, ele passou a palavra para a Albenise, alegando que tudo começou com ela.
Albenise falou que tudo começou com uma reportagem que ela viu há algum tempo. (O Matheus fazia o 7º ano). Ela falava sobre a Escola Sesc do Ensino Médio, do Rio. Disse que ficou encantada com as possibilidades que o filho poderia ter. Percebeu a estrutura; a questão de só serem 15 alunos por turma; uma escola-residência, que daria a ele o que jamais poderiam dar em Alagoas. Mostrou ao filho e pediu que ele olhasse com carinho. Alertou que havia tempo suficiente para ele decidir.
Albenise enxergou ali a grande chance de plantar uma sementinha para ver se ele se motivaria. O filho, em princípio, não demonstrou muito interesse. Disse para a mãe: “Está certo, mãinha. Vou pensar”.
Ela lembrou que o filho tinha um hábito importante. Era precavido. Não gostava de pular as etapas. Albenise lembrou que, quando a prima dele (Olivinha) passou no mesmo concurso, ela sentiu a chance de voltar a bater na tecla. E disse para o filho: “E aí, Matheus, vamos tentar? Veja se você desperta o interesse” E pensou: “Com a Olivinha estando lá eu tinha a faca e o queijo na mão”.
Matheus resolveu tentar. Fez a primeira tentativa e não foi bem-sucedido. O resultado do processo de seleção, composto por prova objetiva de Língua Portuguesa, Matemática, Conhecimentos Gerais e Redação, foi acima da expectativa, mas a entrevista, etapa considerada fundamental, possivelmente inviabilizou a seleção do Matheus.
Na segunda, ele foi aprovado. Parece que, na primeira vez, ele não estava preparado psicologicamente. Da segunda vez ele estava mais amadurecido. Foi ele quem tomou a iniciativa de enfrentar o desafio, mesmo precisando fazer novamente o primeiro ano (o projeto da Escola SESC aceita somente alunos para os três anos do ensino médio). Matheus percebeu a oportunidade de adquirir mais conhecimento no primeiro ano do ensino médio; facilitaria a adaptação na escola-residência; conquistaria mais maturidade e com isso melhor probabilidade de sucesso na escolha e carreira profissional no final dos três anos do projeto.
Albenise lembrou que um jovem aos 17 anos, em tese, não tem muito discernimento, mas alguns percebem a chance diante de si e aproveitam. É algo que serve para a vida toda. O indeciso faz um curso aqui e desiste porque perde o entusiasmo e pula para outro. Aos 18 anos vê-se que ele tem um certo discernimento; tem um ano a mais para decidir o que vai querer ser na vida. Assim ele resolveu encarar.
Matheus entrou no assunto e mencionou que 60% do conteúdo do ENEM, (não sabe exatamente a estatística), é referente ao primeiro ano. E realçou que, se tiver uma base forte, é melhor para ele. Mesmo que já tenha passado por esse período. Então, fez a opção de ir, para ter uma base mais firme e poder se adaptar no novo ambiente. Tendo o domínio dos conteúdos, pode focar um pouco mais na questão da adaptação na escola. E chegará ao 2º ano com mais força. Foi um ponto de vista com consciência própria.
Márcio, que estrategicamente só ouvia, pegou o gancho dos dois. “A reportagem mencionada pela Albenise, que foi apresentada no Jornal Nacional, foi algo distante”, disse. E deduziu que não era coisa para eles. Não se encaixava no perfil da família. Disse que Albenise teria ficado no seu cantinho, no seu estilo. Contudo, entendeu que não custava nada ler o conteúdo mencionado na reportagem.
O site da Escola SESC do Ensino Médio – ESEM – é muito rico de informações. Márcio pegou tudo e passou para a Albenise. Ela leu o material e o resultado é que todos ficaram encantados com a escola. O encantamento ficou limitado às possibilidades das partes.
Lembrou da boa vontade da Olivinha à época em que fez a prova. Coincidentemente ela estava em Arapiraca e entregou para o Márcio a prova, que aproveitou e escaneou tudo. Deu os parabéns à Olivinha por tentar.
Márcio leu o conteúdo. Passou para a Albenise e depois para o Matheus. O sucesso da Olivinha dissipou qualquer dúvida. E se debruçaram sobre todas as provas e temas sobre o assunto, dissecando tudo. Consciente das dificuldades observadas, não custava nada tentar. No mínimo adquiriria experiência e conhecimento.
A média dos classificados para a Escola SESC em escala nacional é de 40 candidatos por vaga. Em Alagoas, que é um Estado mais carente, a média cai um pouco. Em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Brasília etc, a concorrência é muito mais pesada. Disse que a possibilidade de o Matheus ser bem-sucedido no mister não era a prioridade principal. A ideia era se preparar para fazer concurso, seguindo essa linha. O que importava era que não se devia perder a oportunidade, porque tudo era possível.
Matheus aproveitou e baixou todas as provas do SESC. E respondeu todas. Detalhe: Sempre estudando em casa, nos horários vagos da escola, sem esquecer que a escola era sempre a prioridade. Quando respondia as questões, a família via que ele se saia bem. Assim era detectado um parâmetro positivo indicando que o conhecimento adquirido pelo Matheus no colégio onde sempre estudou (Saint Germain) era bom. As notas do Matheus sempre foram boas, inclusive algumas excelentes, em que muitas vezes, no 3º trimestre, já tinha alcançado média suficiente para aprovação no ano letivo. E realçou que o filho sempre foi assim.
Márcio lembrou que no próprio trabalho enfrentou algumas dificuldades e o aproveitamento escolar do Matheus contribuiu de modo decisivo para o melhor êxito nos desafios profissionais.
O método do filho, espelhado no esforço dos pais, está surtindo o efeito desejado. Márcio percebe que a família está sendo valorizada, embora tenham enfrentado muitos desafios. É a extrema necessidade da austeridade financeira; superação de algumas lacunas (à época aprendizado escolar); as pressões da concorrência exacerbada. Mas tudo está sendo superado com denodo e responsabilidade. Diante da dura realidade, os pais estão conduzindo o processo com zelo e sabedoria, sem pressionar os filhos de maneira negativa.
Quem tem nível básico educacional bom tem mais facilidade para superar os desafios da vida. E o que é que eles fazem? Investem muito forte na educação.
Numa determinada época, o pai do Márcio resolveu beneficiar os filhos com uma porção financeira. Márcio pegou o dinheiro que recebeu, juntou com as economias que tinha e investiu todo na educação dos filhos. Disse que o Arthur está fazendo KUMON e natação. Matheus fez natação e o curso de inglês durante anos. Teve facilidade nas questões de inglês na recente experiência do ENEM. Embora sejam proporcionalmente poucas, Matheus acertou todas. Em duas provas ele se saiu muito bem.
O inglês é valorizado na ESEM – Escola SESC do Ensino Médio, sobretudo para quem pretende participar da seleção para o intercâmbio. Na visão do pai, se ele quiser, ele tem que usar essas ferramentas e esse critério poderá facilitar uma eventual indicação para o intercâmbio. Existe possibilidade real. A peneira é grande. De 150 alunos, apenas 8 são selecionados. É difícil, mas depois que o filho passou no SESC, os pais sentiram a autoestima ficar mais elevada, otimizada.
Márcio informou que tem históricos importantes do Matheus no Colégio em que estuda. Além das disciplinas convencionais, foi monitor do colégio e representante da turma. Participou com sucesso nas olimpíadas de lógica; olimpíadas de matemática Canguru; DNA – Desafio Nacional do Conhecimento.
Disse que era comum os colegas e pais dos colegas que tinham o mesmo interesse educacional, alguns deles, inclusive, com vínculo familiar com os proprietários do Colégio Saint Germain. Talvez o perfil discreto, respeitoso, prudente, sereno e comprometido do Matheus tenha contribuído para o sucesso no que faz. A moderação na onda das redes sociais e recursos tecnológicos, também entendemos ser importante. E o Matheus tem seguido essa linha. São muitas as pessoas a nos ajudarem.
Matheus enfrentou muitos desafios,   geralmente com êxito.. Às vezes ele não quer, mas quando aceita, ele se dedica e se dá bem. A mãe sempre o incentiva e diz: “Quando aceitar, assuma a responsabilidade”.
Albenise disse que, quando a Ilda faleceu, ela foi chamada ao colégio. Achava que era alguma coisa referente ao filho; que ele não estaria bem por causa de algo referente ao falecimento da avó. Ao chegar ao colégio era para falar sobre o papel do Pequeno Príncipe, que o Matheus queria interpretar. Ele fazia o 6º ano. A mãe o chamou à parte e disse: “Você quer fazer o papel?” “Quero, mainha”, respondeu. “Certeza?”, perguntou a mãe. “Não é uma coisa fácil”. Outra questão: “Se você está aceitando, lembre-se de que existem outras pessoas que dependem de você. É responsabilidade sua e com os outros”. E concluiu: “Se é de fato o seu desejo, corra atrás. Estou aqui para lhe apoiar. Se você aceitar eu vou lhe ajudar da forma que eu puder. Agora, você é quem vai fazer a maior parte”.
Ele decorou 16 páginas. O resultado foi muito bom. Ele foi aplaudido no Gustavo Leite (Teatro).
O Matheus tem muito disso. Quando toma a decisão, ele cumpre. Ele dá o melhor de si. E concluiu: “Só lhe peço uma coisa: nunca passe por cima de ninguém”. A apresentação foi no Teatro Gustavo Leite. O desempenho foi excelente. E o pessoal queria saber quem era o intérprete do Pequeno Príncipe. Ele estava bem apresentado, com o cabelo pintado, que não dava para ser reconhecido. E perguntavam: “Quem é aquele menino? Ele estuda no colégio Saint Germain”?
É uma história muito forte. “Quando Matheus foi selecionado para a Escola SESC, a gente ficou muito feliz mas junto veio  a natural preocupação”. Pensou: São 15 anos de convivência familiar. Ele vai sair do nosso ambiente e vai para um convívio bem diferente.
Começamos a perguntar às pessoas o que elas achavam. Márcio foi ao colégio falar com o Aurélio (o diretor) sobre o assunto. Ele tinha vivência fora. Pediu a ele uma consultoria. Empolgado, ele disse: “Vou fazer melhor. Vou trazer o pai de uma aluna que já passou na Escola SESC”.
E nos reunimos: eu, o pai da aluna e a aluna. Passamos mais de uma hora conversando sobre o assunto. Ficamos muito contentes com o papel do colégio. Mais uma vez fomos bem orientados, ajudados. Quis compartilhar com a vida prática de quem já foi lá. Recentemente, o diretor proprietário do colégio disse: “Se por acaso não der certo lá, as portas do colégio estão abertas para recebê-lo”. E o Márcio disse: “É muito bom, isso, não é”?. Foi mais um ponto positivo para o Matheus e os pais.
Albenise disse que no ano passado o Matheus fez o concurso do IFAL – Instituto Federal de Alagoas. Ele passou. Ela indagou: “Quer sair do colégio Saint Germain?” Ele disse: “Não”. Alguns anos atrás, Matheus e os pais recusaram uma bolsa para o Marista. É o resultado do bom relacionamento entre as partes.
Perguntamos como isso tudo estava refletindo na cabeça do Matheus. A mãe disse que ele estava com o pé no chão. Ele vê como uma oportunidade de chegar um pouco mais rápido ao que almeja. Estando lá, as oportunidades podem chegar com mais rapidez e facilidade. Ele tem consciência do bem que isto representa para ele.
Abordei o aspecto vaidade. Ela respondeu que, graças a Deus ele calça a sandália da humildade; de maneira natural. Márcio disse que se reconhece em eventuais excessos de humildade; correndo o risco de se sentir inferior. E isso é preocupante. Tem que encontrar o ponto de equilíbrio. Com o fato de ir para o ESEM com a idade que ele está, ele estará buscando novos desafios no sentido da evolução e não no sentido geralmente defendido pela juventude extravasando energia em farras, drogas etc. Ele está buscando desafio na área educacional, na área do conhecimento. Ele acha que o ESEM tem essa parte. Vai ter contato com a vida e o mundo jovem onde vai agregar mais conhecimentos e valores com as pessoas que foram selecionadas.
Costumamos fazer uma ressalva: entendemos a importância dos professores qualificados e da importância da estrutura do colégio modelo, mas de nada adianta ter uma escola modelo se o aluno não estiver comprometido. Estamos torcendo para que o Matheus mantenha o hábito de estudar antecipadamente o assunto que será ministrado na aula. Ele busca outras fontes que possam facilitar o seu aprendizado como, por exemplo, boas vídeo-aulas na internet. Numa das reuniões que participamos, o professor disse: “O Matheus não chega à aula sem saber de nada”. Ele procura antes se preparar. Ele se informa. O maior sucesso do Matheus é porque ele se antecipa. Ele estuda o assunto que vai ser dado na aula. Ele se prepara. E aí pode fazer questionamento com o professor.
Perguntei a que se atribui essa dedicação; se tem explicação. Albenise lembrou que, quando ele fazia o Fundamental, ela estudava com ele; estudava as páginas que iam para a aula. (Isto também está sendo feito com o Arthur, o irmão mais novo). A formação da Albenise é Pedagogia com especialização em Psicopedagogia. Isto talvez tenha contribuído para essa visão. O sucesso do Matheus é o HÁBITO de todos os dias estar lendo e estudando as lições.
Ponto de reflexão.
Perguntei: No dia 6 de março vocês vão levar o Matheus para o Rio de Janeiro. São 15 anos de vida diária, juntos. Como é que está o sentimento da separação? Como num passe de mágica, a emoção tomou conta. Márcio calou e Albenise ficou vermelha feito um camarão. As lágrimas inundaram os rostos. A cena foi forte. Márcio disse que a sua preocupação maior era como ele estava reagindo, porque quando começou a conversar com as pessoas lá no colégio, era uma espécie de preparação para a nova realidade que se avizinhava, inclusive revivendo o exemplo da sobrinha Olivinha.
Criar o filho para o mundo.
A ideia é educar o filho para o mundo. Ele não vai ficar preso aos pais. Tem que viver a sua vida. Os pais querem o melhor para ele. Ele precisa ser autossuficiente. O Matheus já tem dado sinais de que está em busca desse objetivo. Está amadurecendo. A distância vai ser o complemento indispensável para ele alcançar a sua independência. Mas, ainda existe aquela expectativa; aquela ansiedade. Mas, tem que ser assim.
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Ao longo da preparação para alcançar o objetivo, Albenise demonstrava seu sentimento de mãe: chorava; ficava triste e silente. Num determinado instante Matheus a viu triste e indagou: “Você sempre me pediu para não desistir. Disse que, se eu quisesse uma coisa eu corresse atrás. A minha raiz está pronta. Eu vou mudar só as minhas folhas. O que vocês tinham para me passar já passaram. Eu tenho que ir em frente”. Ela ficou dizendo que a ausência dele (e a voz embargava)… Disse que ele era um filho muito presente. E que as coisas não chegam às mãos por acaso. Só pedia uma coisa: lembrar-se que tem família; que tem uma casa que sempre vai estar aqui para quando ele quiser.
Na entrevista, mencionou-se o FAM – Associação da Família Magalhães. O casal acredita ser um bom exemplo a ser seguido. Raciocinam ter sido um ponto positivo na avaliação da entrevista. Também mencionaram a experiência do Marquinho e da Vânia com a Olivia.
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Albenise lembrou o Pequeno Príncipe: “Você é responsável por aquilo que cativa”. Perguntei a ela se estava preparada para uma eventual mudança de comportamento do Matheus na sua carreira profissional. E ela respondeu com segurança: “Que ele tenha discernimento, humildade, gratidão e respeito por todos”.
Márcio e Albenise conversaram com o Marcus Vinicius e Elanir quando eles estiveram em Alagoas. Disseram que nós podíamos contar com eles no Rio. E o Marcus disse que deseja ser o segundo pai do Matheus no Rio.
O Marcus realmente é a grande referência para a família. O Matheus vai fechar o ciclo do aprendizado. É a lógica natural. Albenise arrematou: “Se Deus quiser, com sabedoria, humildade e gratidão”, inundada de emoção.
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A Dama das Camélias – livro indicado pela Escola SESC para o Matheus ler e fazer a sua interpretação.
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O documento da Escola SESC destaca sobre o valor da leitura: “A leitura representa a base, o alicerce para todo e qualquer conhecimento”.
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O Senhor dos Anéis – É o livro que o Matheus está lendo no momento.
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Toda a conversa foi enriquecida com a audição de belas músicas orquestradas numa caixinha JBL Flip.
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Fiquei surpreso com o desempenho da Albenise na educação dos filhos. Ela tem sido a parceira ideal na execução do ofício.
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Márcio e Albenise destacaram a importância do Marquinho, da Vânia e da Olivinha na conquista do Matheus.
Maceió, 28 de fevereiro de 2018.
Abel de Oliveira Magalhães.

2 COMENTÁRIOS

  1. Quando a gente vê o progresso de um MAGALHÃES nos sentimos orgulhosos com esse sucesso. Mas, não é fácil. Depois de ler essa importante entrevista, que vai ficar para os anais da família, sentimos que, por traz desse sucesso, existe o trabalho e a dedicação dos pais na educação e na orientação do filho; que quer sempre o melhor para esse filho, particularmente, da mãe que acompanha o dia a dia do mesmo. Nesse particular a Albenise foi fundamental, devido a sua formação pedagógica. Então, só tenho a parabenizar não só o Matheus mas, sobretudo, os pais: Marcinho e Albenise, pelo mérito da conquista!!!

  2. Nesse ótimo texto do Abel, podemos identificar, de maneira absolutamente recorrente, valores da família Magalhães, que me transportam aos ensinamentos e conselhos de nossa amada mãe, Olívia, há bons tempos. Albenise e Marcinho demonstraram, por “a” mais “b”, que a semente da escola e do conhecimento é o caminho único que devemos seguir para ultrapassar e vencer as barreiras naturais da vida.
    Estou convencido de que o Matheus brilhará, não só nessa mas em muitas outras conquistas à frente. Não somente nós, os Magalhães, mas principalmente seus pais se encherão de orgulho. Abel, obrigado pela inestimável contribuição.
    Abraço
    Fernando

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