2018 – 2º livro -Resquícios de minha temporada em Batalha, capital da Bacia Leiteira Alagoana.

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Resquícios de minha temporada em Batalha, capital da bacia leiteira alagoana.
Autor: José Ysnaldo Alves Paulo.
O título, por si só, já diz tudo do que o autor quer informar. Ele nasceu na cidade de Viçosa e foi exercer a sua primeira atividade profissional na cidade sertaneja de Batalha, Alagoas.
Em 2017 ele assinou o livro de posse como acadêmico fundador da Academia Alagoana de Educação – ACALE. O lançamento fazia parte da sua contribuição a uma futura História de Batalha, e aconteceu no dia 22/12/2017, quando o município completava 70 (setenta) anos de sua emancipação política. Criou também o brasão e a bandeira do município.
Ao aposentar-se, resolveu aprofundar-se nas origens da cidade e pesquisou o que pôde sobre o desenvolvimento e a evolução do povo batalhense. A motivação foi fruto de suas atividades profissionais como funcionário do Banco do Nordeste do Brasil S.A. e professor do Colégio Nª. Sª. da Penha, isto nos idos de 60 e 70 do século passado. Como é fácil depreender, a obra não se propõe esgotar o tema, e os futuros estudiosos que se debruçarem sobre o assunto não dispensarão a leitura do presente livro.
Prefácio
O prefácio foi escrito pela professora Isabel Loureiro, que abre a sua mensagem com a bela frase do professor Pedro Teixeira; “Quando fala a voz da amizade, é o coração quem responde”. Diz ela: “Tenho sobre o meu birô um trabalho ‘Resquícios de minha temporada em Batalha, capital da bacia leiteira alagoana’, produção de um viçosense”. Diz ela que o trabalho ativou a sua memória e a levou para longe. Ela, então, descreve os bons tempos vividos na cidade de Viçosa como professora do Grupo Escolar 13 de Outubro e fala da importância da cidade como berço da cultura alagoana, bem como dos grandes vultos que a cidade deu.
Com o passar do tempo ela descobriu uma personalidade nova, digna de destaque. Trata-se do autor da presente obra, a quem dedica os melhores elogios. Entre outras coisas, lembra que ele sempre foi um aluno dedicado, sempre bem apresentado, pontual e de grande aproveitamento. O tempo passou e ela o encontrou já como advogado, colega dela e professor de curso superior. Na oportunidade ele já era autor de obras sobre Direito. Significava dizer que o rapaz tinha vocação para as letras. E diz sobre o livro em comento: “É um verdadeiro ramo da História de Alagoas”, falando sobre Batalha. Diz ela que isto não representou surpresa, pois o conheceu desde a infância. “Um trabalho deste calibre é um retorno às raízes sertanejas, povo lutador, batalhador e vencedor de intempéries com amor à região e à sua gente”. E diz não estar à altura de prefaciar tão meritória obra. Afirma que o livro é de uma leitura atraente e interessante, que desperta a curiosidade. E destaca os méritos do ex-pupilo, hoje admirável Mestre. Finaliza agradecendo ao grande Mestre as citações que fez da História de Alagoas inserido em obra de sua autoria e parabeniza-o pelo admirável livro.
Introdução
O autor inicia citando frase de Miguel Diegues Júnior, que diz: “Na história a tarefa da pesquisa é ininterrupta. Nenhum historiador pode considerar uma obra completa. Há sempre um elemento a descobrir, a encontrar, que retifica ou aclara o dito anterior”.
Informa que chegou em Batalha nos idos de 1968, no dia 22 de dezembro, data da emancipação política do município. Tudo era festa. Diz ele que surgiu naquele momento um enlace amoroso entre as partes. E ele passou a conviver com a sua gente hospitaleira e a participar ativamente da sua vida comunitária. Foi quando tomou posse como funcionário do BNB. No dia seguinte já começava a se engajar com a comunidade local. Logo surgiu a oportunidade de exercer o magistério. E o fez no Colégio Nª. Sª. da Penha. Começou lecionando Português e Moral e Cívica. Vieram os grêmios escolares, os movimentos sociais, as apresentações nas datas cívicas, as promoções de bailes de misses e das personalidades do ano. O sonho da consecução de um curso superior na capital fez com que a pródiga atividade fosse, um dia, interrompida. Enfrentando percalços, conseguiu o bacharelado na UFAL, enfrentando as maiores dificuldades. Tencionava entregar ao povo batalhense os frutos deste trabalho de forma mais completa e abrangente, mas o tempo passou rápido. No entanto, na festa dos 70 anos de emancipação política do município, a obra foi lançada. Apesar do enorme esforço, o autor não encontrou maior ressonância e boa vontade das principais autoridades contatadas. O intento não visava patrocinação, mas o fornecimento e facilitação de canais para acesso às fontes documentais da espécie. Reproduz ensinamento do professor Laurentino Gomes, no gênero: “Uma sociedade que não estuda História não consegue entender a si própria, porque desconhece as razões que a trouxeram até aqui”.
Para elaborar esta obra o autor empreendeu pesquisas em quatro Estados: Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe. Toda a pesquisa e toda a elaboração literária foram realizadas com recursos próprios – por amor à causa.
A obra está dedicada aos batalhenses para que eles cultuem os seus antepassados e fomentem a construção e o desenvolvimento comunitário e fraterno para o orgulho das futuras gerações.
Além dos batalhenses nativos, o autor destacou autoridades de outras plagas que contribuíram com a sua profissão para o engrandecimento e progresso da cidade de Batalha. Cito alguns que chamaram a atenção do leitor em foco, por ser de Arapiraca. Coaracy da Mata Fonseca, que foi o 1º juiz de Direito em 1959 e Diretor/Fundador do Colégio Nª. Sª. da Penha. Dr. Coaracy nasceu na cidade de Viçosa AL e em 1945 fixou residência em Arapiraca. Pelos serviços prestados ao município, recebeu a honraria de ter o seu nome no Estádio Municipal de Arapiraca; Mair Guedes do Amaral, pernambucano, agropecuarista e político radicado em Batalha, muito conhecido na cidade de Arapiraca pelo seu sucesso na atividade automobilística, proprietário da concessionária Chevrolet; Miguel Rodrigues de Lima e família Dantas, todos muito conhecidos em Arapiraca. Na atividade bancária, muitos colegas de Arapiraca citados na obra, como Geraldo Romualdo, Albenzio Perroni, e tantos outros que trabalharam no BNB e no BB em Batalha.
Roberto Becker foi o autor do hino da cidade e que ainda não foi oficializado, uma espécie de injustiça, que precisa ser corrigida.
Ao longo da feitura da obra o autor se deparou com indagações esquisitas, dessa natureza: “Seria o autor ou os informantes quem iriam escrever a obra; qual o seu objetivo e, por incrível que pareça, quanto ao autor, estaria a cobrar para incluir cada informação recebida e quem estaria ‘bancando’ o trabalho”! A maioria, felizmente, contribuiu para a descoberta de seus ancestrais. E a esses, o autor agradece e aplaude.
A obra não é completa, como o autor pretendia. “Se de nenhum mérito parecer, certamente, ainda assim, deverá servir como subsídio a futuras empreitadas para uma atualizada e abrangente História de Batalha…”
O autor pede que eventuais falhas sejam comunicadas a ele para numa eventual e futura edição a obra seja aprimorada.
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Aqui está registrado um pequeno resumo do que é a obra intitulada “Resquícios de minha temporada em Batalha, capital da Bacia Leiteira Alagoana”, que representa a visão deste leitor. Parabéns ao Mestre José Ysnaldo Alves Paulo, pelo brilhante trabalho e que tenha longevidade suficiente para continuar a desbravar os inúmeros rincões do nosso Brasil e nos brindar com o seu belo trabalho. Parabéns! Felicidades!
Atenciosamente,
Abel de Oliveira Magalhães
Maceió, 05/02/2018.

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