2018 – 1º livro – Leonardo da Vinci

1
200

Leonardo da Vinci
Walter Isaacson
“A biografia definitiva do mestre Leonardo da Vinci, assinada pelo autor dos best-sellers Steve Jobs: A biografia e Einstein: sua vida, seu universo”.
Fazer a biografia de duas autoridades como os acima mencionados, certamente credencia o autor para um desafio de tamanha magnitude, como é o caso de contar a vida do célebre Leonardo da Vinci.
“Com base em milhares de páginas dos impressionantes cadernos que Leonardo manteve ao longo de boa parte da vida e nas mais recentes descobertas sobre sua obra e sua trajetória, Walter Isaacson, biógrafo de Einstein e Steve Jobs, tece uma narrativa que conecta arte e ciência, revelando faces inéditas da história de Leonardo. Desfazendo-se da aura de super-humano muitas vezes atribuída ao artista, Isaacson mostra que a genialidade de Leonardo estava fundamentada em características bastante palpáveis, como a curiosidade, uma enorme capacidade de observação e uma imaginação tão fértil que flertava com a fantasia”. (A editora)
De fato, o biografado teve uma vida incomparável. A exemplo dos outros dois, Leonardo teve um estilo meticuloso e incansável. Era dotado de uma curiosidade imensa e de uma enorme capacidade de observação, que faziam com que a sua imaginação se tornasse cada vez mais fértil e se confundisse com a fantasia.
“Leonardo criou duas das mais famosas obras de arte de todos os tempos, A Última Ceia e Mona Lisa, mas se considerava apenas um homem da ciência e da tecnologia. Curiosamente, uma de suas maiores ambições era ser reconhecido como engenheiro militar. Com uma paixão que às vezes se tornava obsessiva, ele elaborou estudos inovadores de anatomia, fósseis, o voo dos pássaros, o coração, máquinas voadoras, botânica, geologia, hidráulica, armamentos e fortificações. A habilidade para entrelaçar humanidades e ciência, tornada icônica com o desenho do Homem vitruviano, fez dele o gênio mais criativo da história”. (A editora)
Observe-se a sua acuidade em estudar e se aprofundar nos temas mais diversos e espinhosos que esquadrinhou. A partir de dois quadros que se tornaram famosos, ele se debruçou sobre engenharia militar, anatomia, fósseis, o voo dos pássaros, o coração, máquinas voadoras, botânica, geologia, hidráulica, armamentos e fortificações.
“Filho ilegítimo, à margem da educação formal, gay, vegetariano, canhoto, distraído e, por vezes, herético, o Leonardo desenhado nesta biografia é uma pessoa real, extraordinária pela pluralidade de interesses e pelo prazer que tinha em combiná-los. Um livro indispensável não só pelo caráter único de representar integralmente o artista Leonardo, mas como um retrato da capacidade humana de inovar, da importância de não apenas assimilar conhecimento, mas ter a disposição para questioná-lo, ser imaginativo e, como vários desajustados e rebeldes de todas as eras, pensar diferente”. (A editora)
Como registrado acima, Leonardo era filho ilegítimo. O seu pai não aceitou registrá-lo, apesar de ter nascido de pai e mãe legítimos. Não recebeu educação formal. Era gay, vegetariano, canhoto e distraído. Apesar disso tudo, foi dotado de extraordinária pluralidade de interesses. Pelo seu caráter único, foi o retrato da capacidade humana de inovar, assimilar conhecimentos, questionar, ser imaginativo e pensar diferente.
***
Excertos
“Leonardo da Vinci, por não ter recebido uma educação formal, precisou aprender a partir das próprias experiências. Foi por volta de 1490 que escreveu seu discurso sobre ser “um homem iletrado” e “discípulo da experiência”, junto com um ataque àqueles que preferiam citar o conhecimento dos antigos a fazer as próprias observações”. (Walter Isaacson)
***
“Leonardo ficou conhecido em Milão não apenas por seus talentos, mas também pela boa aparência, corpo musculoso e personalidade agradável. Segundo Vasari, “ele era um homem de beleza excepcional e elegância infinita. Era carismático e bonito, e sua presença trazia conforto a mais atormentada das almas”. (Walter Isaacson)
***
“Leonardo admite que, por ser um homem “iletrado”, não podia ler todos os clássicos, mas, como pintor, fizera algo mais glorioso: ler a natureza.” (Walter Isaacson)
***
“Para ele, a pintura também era mais elevada do que a escultura: o pintor precisa reproduzir “luzes, sombras e cores”, coisas que o escultor pode, em geral, ignorar. “Assim, a escultura exige um número menor de considerações e, por isso, requer menos habilidade do que a pintura”. (Walter Isaacson)
***
“Apesar de não ter mais acesso a cadáveres humanos, dissecou animais, incluindo costelas de bois e corações ainda batendo no peito de porcos”. (Walter Isaacson)
***
“Leonardo escrevera trinta anos antes: “Assim como um dia bem vivido traz um sono feliz, uma vida bem aproveitada traz uma morte feliz”. A sua morte veio no dia 2 de maio de 1519, menos de três semanas após ele completar 67 anos. No ensaio biográfico sobre Leonardo, Vasari (outro biógrafo dele) descreve uma cena final que, assim como muitas de suas passagens, provavelmente é uma mistura da realidade com a própria imaginação fértil.” (Walter Isaacson)
***
“Sobre o nome Mona Lisa — uma contração de “Madonna (Madame) Lisa”, que foi amplamente adotado com base nos relatos de Vasari — não ser o único usado para se referir à pintura; ela também é chamada de La Gioconda (em francês, La Joconde). Foi assim que a peça, ou uma cópia dela, foi listada no inventário de bens de Salai em 1525,” (Walter Isaacson)
***
“Mona Lisa e La Gioconda são a mesma obra. A segunda nomenclatura pode se tratar de um trocadilho com seu sobrenome, algo que Leonardo gostava de fazer; a palavra significa “jucundo” ou “jocoso”. Entretanto, alguns argumentam que pode haver duas pinturas diferentes”. (Walter Isaacson)

Abel de Oliveira Magalhães
Maceió, 18/01/2018.

Compartilhar

1 COMENTÁRIO

  1. Oi Abel,
    Parabéns, uma vez que o ano nem bem começou e vc já leu seu primeiro livro da série 2018. Também, falar de um ser humano como o LDV é um prazer para poucos. Uma privilégio, pois como você, acabo de finalizar tão importante leitura e a considero o uma obra inspiradora. Alíás, como ser humano, são raríssimos os exemplos de mente tão privilegiada como a dele. Até no ponto fraco, PROCRASTINAR, que em todos nós aparece como sendo uma fraqueza, o Da Vinci, de forma natura, a explora como ferramenta de aperfeiçoamento e torna uma obra imortal, que atravessa os tempos, como no caso da Mona Lisa, que ele sequer chegou a entregar ao cara que a encomendara. Outra raridade é ser expoente em todas as inteligências e ele foi destaque em todas elas.
    No mais, você registrou tudo, só me resta recomendar a leitura a todos!!!
    Abr
    Fernando

DEIXE UMA RESPOSTA

*