2017 – 16º livro – O Mundo de Sofia

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2017 – 16º livro – O Mundo de Sofia
Romance da História da Filosofia
Jostein Gaarder
“Às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões-postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo. Os postais são enviados do Líbano, por um major desconhecido, para uma certa Hilde Møller Knag, garota a quem Sofia também não conhece.

O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste romance fascinante, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países e já vendeu mais de 1 milhão de exemplares só no Brasil. De capítulo em capítulo, de “lição” em “lição”, o leitor é convidado a percorrer toda a história da filosofia ocidental, ao mesmo tempo que se vê envolvido por um thriller que toma um rumo surpreendente” – Pensamento da editora.
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Sofia se questiona com a luta dos seus pensamentos. “Quem é Sofia?”, que estava escrito numa carta dirigida a si. Sentiu-se como uma boneca, despertando para a vida. Noutra carta: “De onde vem o mundo?” Na escola aprendera que Deus teria criado o mundo. Sofia procurava acalmar as suas ideias. E quanto ao próprio Deus?
Tudo que existia tinha que ter tido um começo. Ela era ligada em entender a origem das coisas, do universo, da vida, principalmente o ser humano.
Explora muito o tema filosofia, para encontrar explicações naturais para os processos da natureza. Em busca do objetivo explora ensinamentos gregos: Empédocles, Heráclito, Parmênides, Tales, Anaxímenes, Anaxágoras, Demócrito e tantos outros.
Em vez da palavra “Deus”, Heráclito frequentemente usa a palavra grega “Logos”, que quer dizer: “razão”. Explora os quatro elementos indispensáveis para a criação das coisas: “Água”, “Ar”, “Fogo”, e “Terra”.
Passa por Sócrates; “…mais sábio é aquele que sabe que não sabe nada”. Também Platão e Aristóteles. Cada um a seu modo. Eles deixaram a sua marca na civilização ocidental.
Sócrates nunca escreveu uma linha. Era tido como uma pessoa enigmática. Depois de sua morte, passou-se a descrevê-lo como o fundador das mais diversas correntes filosóficas. Era assustadoramente feio, atarracado, baixinho, olhos esbugalhados e o nariz achatado. No seu íntimo, um homem completamente feliz. O seu prestígio deve-se ao discípulo Platão. Sócrates não impunha os seus ensinamentos a ninguém. Dava a impressão que aprendia com o seu interlocutor. Ele dialogava. Não teria se tornado um filósofo famoso se apenas ficasse escutando o que os outros lhe diziam. No começo de uma conversa ele se limitava a fazer perguntas, como se não soubesse nada. O interlocutor era levado a reconhecer as fraquezas do seu modo de pensar.
“Somente o conhecimento interior é a autêntica compreensão”.
Filósofo – pessoa que aprecia ou está à procurar o conhecimento.
O Mundo de Sofia leva o leitor inicialmente a pensar num enredo diferente, suave e até juvenil. Engano. Apesar dos 14 anos da jovem Sofia, a sua abordagem é de uma profundidade muito grande. Por conta disto, a gente pega alguns leitores do segmento sem a transparência coerente. A propósito, Sofia significa sabedoria, bem como feminino de Deus em grego.
O livro também mostra a teoria de Copérnico e Galileu e suas complicações a respeito do Geocentrismo e Heliocentrismo… Desenvolve a evolução da História Humana na antiguidade, na Idade Média, no Renascentismo e no Barroco. É o conhecimento do poder…
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Barroco significa “pérola irregular”, a forma cheia de contrastes em oposição à arte renascentista, mais simples e harmônica. Uma das palavras de ordem do Barroco era a expressão latina: “Carpe diem”, que quer dizer “Aproveite o dia”. Outra expressão corrente na época: “Memento mori”, que significa: “Lembra-te de que vais morrer”.
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“Quando um socialista e um direitista sentam à mesa para resolver um problema da sociedade, logo se revelará uma tensão entre dois modos de pensar. Isso não significa que um esteja completamente certo e o outro completamente errado. Podemos muito bem chegar à conclusão de que os dois têm um pouco de razão e estão um pouco enganados. À medida que a discussão transcorre, decerto surgirá uma crítica que preservará o que houver de melhor em cada um dos argumentos.” (from “O Mundo de Sofia – Romance da História da Filosofia” by Jostein Gaarder, Leonardo Pinto Silva).
Como se vê, o livro é de uma abordagem muito profunda. Vale a pena ser lido.
Abel de Oliveira Magalhães
Maceió, 09/11/2017.

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3 COMENTÁRIOS

  1. Sobre a indagação: Pensamento do autor sobre eventuais leitores que tecem elogios à obra sem entender o que leu ou que não tem disposição de lê-la toda. Algo sumamente subjetivo.

  2. Oi Abel
    Seu resumo me leva à conclusão de que não posso deixar de ler essa obra!!!
    Não devo permitir a perda de tal oportunidade… O desafio é conciliar demandas de outras obras ora em leitura.
    O tema e as referências que vc expõe me levam a estabelecer uma inclusão na concorrida agenda.
    Valeu!!!!

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