2017 – 15º – livro – Os Desbravadores do Amanhã

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2017 – 15º – livro – Os Desbravadores do Amanhã
Autor: José Ysnaldo Alves Paulo
O livro “Os desbravadores do amanhã” tem como subtítulo “Principais juristas históricos alagoanos”. O objetivo maior do autor é resgatar o valor “desses alagoanos que fizeram história sem que tenham sido decantados como os demais conterrâneos que se celebrizaram politicamente na História do Brasil como Deodoro da Fonseca e seu irmão Floriano Peixoto, proclamador e consolidador da República, respectivamente, nem foram destacados literariamente como Graciliano Ramos, Aurélio Buarque, Jorge de Lima, Arthur Ramos e outros mais”.
O objetivo do autor não se limita à vida e obra dos juristas pesquisados e nascidos em Alagoas. Avança nas dificuldades enfrentadas para o levantamento do material pertinente, enfrentando, inclusive resistências familiares que prejudicaram o seu intento, a fim de que “os patrícios descubram a potencialidade de belezas naturais da terra alagoana, bem como de seus vultos que desbravaram e desenvolveram outros torrões do nosso querido Brasil, principalmente nas áreas jurídicas, educacional e administrativa, além da empresarial, literária, diplomática e da magistratura”.
José Ysnaldo é Professor Universitário e escritor. Para compor a obra pesquisou em Maceió, Penedo, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Vitória ES. Para isto, percorreu durante cerca de cinco anos esse imenso Brasil fazendo pesquisas em bibliotecas públicas e particulares, nas Academias de Letras e Jurídicas sem apoio financeiro de ninguém, o que significa dizer, às próprias expensas. Este fato, por si só, garante o incalculável valor da obra.
No prefácio, Geraldo Majella discorre sobre os méritos da obra e do autor, realçando a experiência do trabalho minucioso na advocacia como complemento à sólida formação acadêmica que revelará ao leitor o quanto há de desconhecimento sobre a produção intelectual do conjunto de juristas pesquisados visando ao merecido resgate histórico. Nessa linha de raciocínio, o próprio Majella destaca as qualidades do autor.
Ysnaldo realça a motivação que é o resgate histórico em consonância com o bicentenário de Alagoas. Mostra, ou lembra, a ausência das celebridades jurídicas na bibliografia no cenário local, regional e nacional. Narra as dificuldades encontradas e mostra tudo com detalhes. Suas pesquisas demandam mais do que 2011, viajando por toda parte em prol do objetivo engrandecedor. Diz ele: “Nossas viagens todas foram feitas com recursos próprios; resgatamos principalmente em sebos algumas obras raras dos pesquisados, enriquecendo o nosso acervo de autores alagoanos e obras sobre eles”. Diz que, no decorrer de suas pesquisas encontrou resistências de certos familiares. O fato impediu de a relação dos pesquisados ser ampliada.
Desta forma, José Ysnaldo pesquisou a vida e obra de vinte juristas, iniciando por Jayme de Altavila até Wellington Pimentel, passando por Antônio Arecippo, Sampaio Dória, Tavares Bastos, Benedito Bomfim, Cassiano Tavares Bastos, pontes de Miranda, Carvalho Moreira, Francelino de Araújo, Silvio de Macêdo, José Tavares Bastos (o Neto), Virgílio Lemos, Aureliano de Gusmão, Serpa Lopes, Oliveiros Litrento, Oscar Tenório, Plácido e Silva, Osman Loureiro e Virgílio Antônio. Desses juristas mencionados, destaque disparado para o insigne Pontes de Miranda, cujo nome completo é: Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda.
Pontes de Miranda foi reconhecido como “o cimo dos cimos”, dos nossos juristas, no dizer de José Frederico Marques, cuja obra dispensa referências. Nasceu no dia 23/04/1892, de 7 meses, em Frecheiras, São Luz do Quitunde e faleceu em 22/12/1979, no Rio de Janeiro. Sua obra principal se chama “Tradado de Direito Privado, com 60 volumes. Era poliglota. Além do Português, versava outras seis línguas: francês, alemão, espanhol, italiano, inglês e japonês. Dominava as línguas mortas latim e grego. Recusou convite de Getúlio Vargas para ser embaixador do Brasil na Alemanha, por não concordar com as teorias de Hitler. Sua biblioteca pessoal tinha mais de 100.000 volumes. Passados 38 anos de sua morte, a sua obra continua sendo valorizadíssima. E atual. Os mais renomados juristas fazem questão de possuír a obra.
Encerro este singelo comentário dizendo da minha satisfação em ter lido o belo trabalho do amigo José Ysanaldo Alves Paulo. Se não tivesse havido o seu empenho e dedicação, eu não teria tido a chance de saber tanta coisa boa. Parabéns, amigo, pelo grande feito.
Abel de Oliveira Magalhães
Maceió, 19/10/2017

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2 COMENTÁRIOS

  1. Excelente sinopse!!!
    Livro de grande valor!
    Nao tinha a menor noção q alagoas tinha tantos juristas. So conheço Pontes de Miranda pq é referência no curso de direito!
    Parabéns, painho! O senhor sempre a frente no conhecimento.

  2. Livro de um conteúdo excepcional! Sou sobrinha de um dos ilustres juristas que faz parte desse livro Jayme de Altavila que passou a chamar-se Anfilófio Jayme de Altavila Melo ( nome literário ).Gostaria de conseguir alguns exemplares como faço?

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