2017 – 14º livro – Alagoas 200 anos

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2017 – 14º livro – Alagoas 200 anos
Instituto Arnon de Mello
Obra publicada em 10 fascículos distribuídos nos exemplares do jornal Gazeta de Alagoas em forma de premiação aos seus assinantes.
Organização da obra:
Douglas Apratto Tenório – História
Cícero Péricles de Carvalho – Economia
Rochana Campos de A. Lima – Geografia
Cármen Lúcia Dantas – Cultura
Fotos de objetos pertencentes ao Acervo do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL)
Tiragem: 15.000 exemplares
Exuberante publicação ricamente ilustrada e plena de informações para o leitor.
Lê-se lá que na guerra do Paraguai derramou-se muito sangue alagoano através dos voluntários e importantes líderes militares, como quase toda família Fonseca e Floriano Peixoto. Participamos da campanha abolicionista e republicana. O proclamador e o consolidador da República são alagoanos.
O território alagoano pertenceu a Pernambuco durante três séculos. Foi palco de muitas lutas, com derramamento de muito sangue e muitas lágrimas, mas também de momentos luminosos e epifânicos.
A Igreja Católica mostra a sua influência total. Com o objetivo de catequizar os índios ela os atraia para bem próximo do pequeno povoado que nascia e onde logo era construída uma igreja, sede espiritual do local. Ali eles estudavam a língua portuguesa, e liam a Bíblia como mensagem de fé cristã.
A evolução cultural alagoana está ligada visceralmente a dois claustros da época: o Convento de Nª. Sª. dos Anjos em Penedo e o Convento de Alagoas dos Sul, atual Marechal Deodoro. Eles eram as duas joias barrocas mais caras da grande coroa religiosa. Não eram poucos os padres proprietários de terras e senhores de engenho. Daí a influência para as famílias incentivarem os seus filhos a serem padres ordenados no sagrado sacerdócio do Senhor.
Cada casa possuía uma pequena capela. A influência era total. Por isto que se encontram templos religiosos por toda parte.
A Comarca das Alagoas foi criada em 1706 e a emancipação do território aconteceu no dia 16/9/1817, em que a antiga Comarca das Alagoas passou a ser uma Capitania independente de Pernambuco.
O primeiro governador nomeado foi Francisco e Melo Póvoas. Com a proclamação da República, houve o ciclo militarista, que foi sucedido pelas oligarquias estaduais, que assumiram o poder.
Euclides Malta foi o grande líder sertanejo que polarizava tanto o ódio quanto a paz e atraia muita admiração. Teve bom trânsito entre os coronéis semialfabetizados misturados com bacharéis ladinos, os cravos brancos, que serviam de ornamento da orgulhosa classe dominante. Ele deixou raízes profundas na política alagoana. Ele fez de Maceió o cartão postal de sua administração. Construiu o Teatro Deodoro; o Tribunal de Justiça; a Praça Deodoro e concluiu o Palácio dos Martírios.
Inúmeros outros líderes alagoanos deram a sua parcela de contribuição para o crescimento deste querido Estado. As ideias de cada personagem; os conflitos de opinião gerando desavenças fortes fizeram com que o Estado de Alagoas alcançasse o estágio em que se encontra. Essas lideranças estão hoje imortalizadas em nome de logradouros públicos por toda parte. Uma das inúmeras vantagens na leitura é saber quem são essas lideranças, cujos nomes a gente lê e não sabe de quem se trata. Por exemplo: Gabino Besouro; Adriano Jorge; Fernandes Lima; Clodoaldo da Fonseca e tantos outros.
A riqueza de informação deixa o leitor com mais consciência do valor do Estado de Alagoas; da sua evolução e as dificuldades vencidas. O sentimento de realização sobre os que fazem ou fizeram o desenvolvimento de Alagoas é espetacular. Seria, pois, muito bom que o maior número possível de alagoanos lesse a obra. Nessa qualidade eu faço questão de parabenizar e agradecer aos organizadores da obra pelo grande feito.
Maceió, 23 de setembro de 2017
Abel de Oliveira Magalhães.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Oi Abel,
    Impressiona o poder de uma boa sobre o leitor! Certamente a Gazeta cumpriu a missão de encantar os seus assinantes com tamanha força. Você passa exatamente o que é o objetivo do brilhante trabalho, ou seja, nos deixa a todos vibrantes com nossas maravilhas… Que bom ser alagoano e poder ter orgulho disso.
    Entretanto, como leitor crítico que como todos, tenho a missão de ser, que considera o contexto e avalia comparativamente a realidade intrínseca em que se vive, não posso deixar de refletir sobre o quão distante da foto pintada, vivemos todos. A realidade nua e crua, nossas mazelas, nosso estado de cultura e analfabetismo, nosso padrão de desenvolvimento é lastimável, nosso IDH, aliás todos nosso indicadores sociais são péssimos e penso que seria muito oportuno também debater as causas que nos trouxeram a esse estado de coisas… Infelizmente não fomos capazes, quanto sociedade e apesar do esforço desses bravos alagoanos, de superar esses desafios. Certamente isso contrapõe o interesse dos figurões, dos “donos” do estado, entre eles nosso suspeitíssimo diretor presidente do grupo que publicou a obra. Mas isso é parte de uma outra conversa.
    Valeu!!

  2. Parabéns pela sinopse, vovô. Estou lendo o livro e gostando bastante. Sinto a sua empolgação em relatar a importância de saber um pouco mais sobre nossa história e concordo com tudo. Leio sempre com atenção cada detalhe. Obrigado por ter me emprestado!

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