2017 – 13º livro – O Evangelho segundo Hitler

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2017 – 13º livro – O Evangelho segundo Hitler
Autor: Marcos Peres
“Este é um romance notável de um leitor obcecado por Jorge Luis Borges a ponto de imputar-lhe uma infâmia que nem o próprio teria inventado: o borgiano Pierre Ménard fez com o Quixote de Cervantes: reescreve produzindo diferença. Romance vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2012/2013 e primeiro livro publicado pelo autor. “O evangelho segundo Hitler foi vencedor do Prêmio Sesc justamente por ser uma literatura de risco, onde o autor preferiu juntar alhos com bugalhos — o Hitler com o Jorge Luis Borges com o (anti)Cristo — do que escrever o texto bem escritinho. curtinho. objetivozinho. de comunicaçãozinha facilzinha com o leitorzinho.” – André Sant’Anna
Pelo texto acima, nota-se que se trata de um tipo de literatura que foge aos padrões conhecidos. Marcos Peres é um autor premiado pelo SESC Literatura 2012/2013.
O livro começa com uma espécie de brincadeira displicente de um autor que teria a certeza de que não seria lido. Diz ele no Prefácio: “O Evangelho começou como uma brincadeira irresponsável de um autor que possuía a certeza de que não seria lido – ou que seria lido pelos fiéis e insistentes três ou quatro leitores de sempre…” Aí, o autor mostra o seu grande mérito – a simplicidade e ausência de ambição literária.
Um dos objetivos do livro é mostrar a dualidade entre o bem e o mal; o seu valor e a sua indispensabilidade para se alcançar o equilíbrio no universo em busca da felicidade.
Sobre o título, literalmente o enredo passa ao largo, salvo mensagem de cunho absolutamente subjetiva.
Sobre o autor, este tem o dom de escrever, inclusive fazendo do nada um painel de informação que leva do nada a uma reflexão curiosa. Destaca a importância do bem e do mal; do Cristo ao Anticristo; do semita ao antissemita; do sentimento egoísta do nazista ao desejo incontrolável de destruir o judeu; da ação do Judas transformando-o em herói de Cristo etc. Não se sabe qual o verdadeiro objetivo, se confirmar as informações de fundo religioso ou negá-las com classe e subjetividade. Nisso, ele é convincente.
O autor demonstra ter vocação para escrever, pois revelou conhecimento de obras conhecidas e domínio na abordagem.
Abel de Oliveira Magalhães
Maceió, 07/09/2017

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3 COMENTÁRIOS

  1. Olá, querido Abel. Muito obrigado pela leitura, pelo carinho e pela generosidade em sua fala. Este é um grande momento para o autor: quando ele vê sua obra reverberada em leitores -quando pode sentir as interpretações práticas de leitores, quando consegue perceber os ecos que sua escrita realizou.
    Muito muito obrigado.
    Um grande abraço.

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