Homenagem à minha avó Ilda

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Júlia Magalhães

Homenagem à minha avó Ilda.
(Registro feito na reunião festiva do FAM, no dia das Mães em maio de 2017)
Minha avó Ilda é uma das grandes mulheres da minha vida. Não apenas por ela ter sido minha avó e ter se colocado no papel de minha mãe nos mais diversos momentos, mas também porque ela ainda me inspira a ser uma pessoa doce como ela foi em vida, apesar de qualquer sofrimento que tenha sofrido.
Na manhã em que minha mãe me contou que minha avó Ilda falecera, por vinte minutos não entendi o que acontecera. Saí no domingo de sua casa com o seu abraço apertado, achando que no outro fim de semana a veria em casa rindo comigo e me ensinando a jogar buraco como comumente ela fazia. Foi o contrário. Senti apenas o aperto no peito, a ausência de sua risada contida, a falta do leve andar arrastado, limpando as sandálias para entrar em casa.


Este, porém, não vai ser um texto de todo triste. Não quero lembrar o que ela representou em morte. E como sinto sua falta. Prefiro lembrar quem ela era em vida. Professora, hoje, ela faz parte do meu leque de motivos para também ser professora.
Sei que ela vive em suas hortênsias, orquídeas e em seu jardim que cuidamos com tanto amor. Sei que ela está em suas cortinas e também na casa que moro hoje. Sei que é a mãe, tia, avó, madrinha e cunhada de todos nós e que estaria feliz pela nova união do FAM; que ficaria surpresa e animada com o fato de eu querer ser professora; e que estaria aliviada por cuidarmos com tanto amor de seu jardim.
Já passei muito tempo sentindo a sua ausência. Hoje, prefiro sentir e ser tudo aquilo de bom que Dona Ilda me presenteou. Amo-a e sempre a amarei, assim como muitos de vocês a amam.
Com o carinho de sua neta querida – Júlia Araújo de Magalhães.

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