2017 – 5º livro – Memorial de Aires

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Memorial de Aires
Machado de Assis
“Bem-vindo ao maravilhoso mundo de Machado de Assis. Nesta edição clássica do seu romance Memorial de Aires, trazemos até si a melhor edição desta admirável peça literária do início do século XX.

Memorial de Aires é o último romance escrito por Machado de Assis, publicado no mesmo ano de sua morte, 1908. Está organizado como uma série de entradas em um diário e, como Memórias Póstumas de Brás Cubas, não tem um enredo único, mas compõe-se de vários episódios e anedotas que se cruzam.

Aires era um conselheiro que sempre acompanhou Machado de Assis em suas histórias, geralmente como um amigo dos personagens. Reportava à figura do próprio Machado de Assis. Nesta obra, idolatra uma mulher, D. Carmo, que possivelmente possa ser inspirada em Carolina Augusta Xavier de Novais. É tida como a sua obra de maior carácter autobiográfico.

Memorial de Aires é uma possível continuação do livro Esaú e Jacó, onde o personagem Aires participa da história, anotando em seu caderno tudo que se passa em sua vida. Também em Memorial de Aires, Aires relata o seu dia-a-dia em um caderno.

Esperamos que tenha tanto prazer a ler esta obra clássica quanto aquele que nós, na Mogul Edições Clássicas, tivemos a trazer-lha até si” – resumo da editora.
Pelo resumo acima, vê-se que o livro foi escrito com a influência do início do século XX. Significa dizer que o estilo e a linguagem são daquela época. Para o leitor moderno fica um pouco difícil assimilar o verdadeiro sentido da mensagem por causa dos costumes fora de época em confronto com a realidade que vivemos no momento brasileiro. Isso dá certa indisposição muito grande. Só consegue ler a obra até o fim quem tem o propósito de não deixar pelo caminho uma leitura iniciada; também por curiosidade e respeito ao grande escritor. Felizmente, cheguei ao fim. Missão cumprida. Por conta disto, não ficou muita satisfação por parte de mim que o li. Valeu, no entanto, pelo conhecimento adquirido dos costumes verificados e o fato de enriquecer o conhecimento geral.
Maceió, 04 de março de 2017.
Abel de Oliveira Magalhães.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Tinha que ser meu pai pra ler um livro com tal linguagem. Não posso deixar de reconhecer sua força interna e compromisso com a leitura e com tudo o que faz, por isso tudo em sua vida tem sucesso! Parabéns, meu pai, por mais um desafio cumprido! Isso só me estimula a nunca desistir do meu objetivo! Grande bjo!

  2. Oi Abel,
    Concordo que a linguagem é um desafio, visto que à época, tal modo de escrita inspirava os intelectuais. Também li essa obra e, sinceramente é quase que um desperdício de tempo, frente a tantas coisas excelentes pra se ler na atualidade. Realmente acrescenta pouco.
    Abr
    Fernando

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