2017 – 2º livro – Machado

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Machado
Silviano Santiago
“No ano em que festeja os oitenta anos, Silviano Santiago recria as últimas e dolorosas passagens da vida de Machado de Assis em romance audacioso e original.
Rio de Janeiro, começo do século XX. Viúvo e solitário, Machado de Assis sofre fortes dores e crises nervosas enquanto testemunha a modernização da antiga cidade do Rio de Janeiro. Em Mário de Alencar, filho de José de Alencar, o presidente da Academia Brasileira de Letras encontrará um precioso interlocutor, que também sofre terríveis crises nervosas e o encaminhará ao dr. Miguel Couto. Qual é a relação entre as convulsões de Machado e sua genial criação?
Depois de narrar passagens inauditas das vidas de Graciliano Ramos e Antonin Artaud, Silviano Santiago oferece uma perspectiva totalmente original e audaciosa dos últimos anos de vida de um dos maiores romancistas de todos os tempos” – resumo da editora.
O autor demonstra elevado conhecimento da literatura mundial em que incursiona vários escritores, pensamentos e ideias para enriquecer o seu relato.
A abordagem do personagem central – Machado de Assis – acontece o tempo todo no antigo Rio de Janeiro, oportunidade em que estava acontecendo a mudança do Império para a República. Ele traz o personagem para o proscênio dos acontecimentos onde mostra todo o seu potencial. Machado de Assis enfrentou muitos problemas de saúde, sofrendo de epilepsia, num momento que havia pouco domínio da Medicina sobre o assunto.
Em 1908, o escritor Coelho Neto chama a capital federal de Cidade Maravilhosa.
Finda a tarefa diária do escritor, Machado entrega-se à leitura diária dos jornais antes, durante e depois do almoço, e ainda os lê no bonde em direção ao trabalho. Percorre de ponta a ponta a Gazeta de Notícias, o Correio da Manhã, o Jornal do Comércio, o jornal O País, o Diário Oficial, e às quintas-feiras segue o folhetim no Jornal do Brasil.
O autor de Machado aborda inúmeros autores da literatura mundial e nacional, demonstrando grande conhecimento em torno do assunto ligado à imensa obra de Machado de Assis.
A obra versa sobre os últimos quatro anos de vida do famoso escritor. A narração vem acompanhada de uma cuidadosa reconstrução do quadro histórico do Rio de Janeiro no início do século XX.
A Academia Brasileira de Letras foi fundada por Machado de Assis em 1897 e foi eleito por unanimidade presidente da Academia, permanecendo como tal durante dez anos.
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Silviano Santiago nasceu em 1936, em Formiga – MG. Sua vasta obra inclui romances, contos, ensaios literários e culturais. É Doutor em Letras pela Sorbone e lecionou nas melhores universidades americanas. Hoje é professor emérito da UFF. Recebeu o prêmio Machado de Assis pela A.B.L e vive hoje no Rio de Janeiro.
Maceió, 27 de janeiro de 2017.
Abel de Oliveira Magalhães.

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1 COMENTÁRIO

  1. Abel, após uma semana turbulenta, acabo de ler sua sinopse em tela. Concluída a leitura do ótimo RC e o excelente NRP – Nissan Rivival Plan do Carlos Ghosn e seu plano de gestão salvador de uma entre as 3 maiores indústrias automobilísticas do Japão que se encontrava à porta da falência, registro que, por sua absoluta influência, comecei a leitura desse maravilhoso livro, cujo tema é nosso maior escritor entre tantos outros brasileiros, Machado de Assis e seu sofrimento derradeiro.
    Dois aspectos me atraem nessa obra – rever o Rio no início do século passado e a primorosa escrita em primeira pessoa do Santiago, um nosso contemporâneo, escrevendo as falas no estilo da época em que viveu o Machado ou seja, 1908. O livro é maravilhoso. Imperdível!!

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