2016 – 26º livro – O vendedor de sonhos

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O vendedor de sonhos
Augusto Cury
“A surpreendente história de um homem de identidade desconhecida que considera o mundo moderno um hospício global. Ele chama pessoas incomuns para, juntos, libertar a mente dos caminhantes. Por onde passa tumultua o ambiente. Será ele o mais louco dos seres ou um sábio? Um romance em que é possível rir, chorar, se enxergar e pensar muito…”
A abordagem do livro é a partir da tentativa de um suicida que quer se jogar do alto de um edifício de 21 andares. A partir daí vem a grande mensagem do autor. Ingredientes: suicida é uma pessoa formada em Psicologia e pai de família que tinha tudo para ser bem sucedido e se frustrou com o insucesso na educação do filho. Descrição de arrepiar.
Ao longo do livro são apresentadas inúmeras passagens de fundo psicológico, onde mostra as consequências de uma pessoa possivelmente desesperada. Mostra que somos candidatos em potencial ao desequilíbrio, inclusive pecando nos mais simples aspectos. Eis algumas frases de grande substância: “Sonhos sem riscos produzem conquistas sem mérito; um sociólogo em andrajos e um psiquiatra desejam liberdade; só dorme bem quem aprende primeiramente a repousar dentro de si; os suicidas, mesmo os que planejam a morte, não querem se matar, mas matar a sua dor; é possível fugir dos monstros de fora, mas não dos de dentro; o pior esperto não é o que engana os outros, mas o que engana a si mesmo; não tema a difamação exterior. Tema os seus próprios pensamentos, pois somente eles podem penetrar em sua essência de destruí-la”.
Este livro é muito importante para os que precisam sempre de uma mensagem positiva, salvo para os que se consideram autossuficientes.
O livro é, de fato, pura ficção, porém, tem passagens eloquentes. Quem se dispuser a lê-lo, certamente vai se sentir muito bem, pois tem a fluência de quem nasceu para o mister – dizer um monte de coisas onde não se espera muito.
Os personagens encarnam situações que lembram mais o conhecido Antônio Conselheiro, maltrapilho moderno e sem residência fixa, que também teve as suas frustrações por não conseguir realizar os seus sonhos. Lembra, também, num outro plano, Paulo Coelho, que se estriba na ficção exagerada.
Dentre tantas pérolas, vale a pena reproduzir esta: “comecei a pensar que viver bem se deve mais a arte de saber perder do que o saber ganhar”.
PS: Aproveitei e assisti ao filme, enquanto estavam fresquinhas as informações do livro. Fiquei muito satisfeito.
Maceió, 29 de dezembro de 2016.
Abel de Oliveira Magalhães.

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