2016 – 21º livro – Jorge Amado e sua obra

1
520

Jorge Amado e sua obra
Paulo Tavares
O livro foi preparado em 1976 a pedido da Fundação Cultural do Estado da Bahia, empenhada em organizar monografias focalizando os escritores baianos. O documento foi liderado pelos autores Pedro Calmon e Luiz Viana Filho. O estudo sobre Jorge Amado aguardava vez no armário da repartição quando a Editora Record chamou a si a editoração e incumbiu o autor Paulo Tavares a executar a espinhosa missão. Isto foi em julho de 1979.
É impressionante a produção de Jorge Amado. Todo mundo já ouviu falar de Jorge Amado. Sabe que ele é um escritor bem-sucedido, mas não tem ideia de sua verdadeira produção nem do sucesso alcançado.
Jorge Amado supera qualquer expectativa. Ele escreveu 25 obras, sendo que elas somaram 684 edições nacionais através das editoras Record (84), Martins (549) e outras (51). Teve traduções em 44 idiomas. É o maior romancista nascido na Bahia e um dos quatro ou cinco maiores romancistas brasileiros em todos os tempos.
Jorge Amado foi traduzido em cerca de quatro dezenas de idiomas. E tem suscitado interesse de estudiosos nos grandes centros culturais do mundo, a ponto de sua obra ser objeto de teses de doutorado em Literatura nos ramos de línguas luso-hispânicas em universidades e institutos e fundações, tanto nos Estados Unidos como na Europa.
Bem diferente do que acontece no Brasil, onde em geral as traduções de literatura estrangeira são realizadas como atividade supletiva por escritores, nos centros, cuja tarefa de traduzir é quase sempre exercida por profissionais especializados. Embora seja essa a rotina, ainda assim Jorge Amado tem sido distinguido por exceções devido à admiração de alguns estudiosos pelos seus romances, como ocorreu com o falecido Samuel Putnam, da Universidade de Oklahoma, que já em 1935 comentava em artigos na imprensa ianque os lançamentos, na época, de Cacau e Suor para a editora Knopf.
A bagagem literária de Jorge Amado monta a vinte e nove títulos publicados, com cerca de oito mil e setecentas páginas, e suas obras contavam, em junho de 1978, 684 edições brasileiras. A obra amadiana foi objeto de 260 traduções diversas em trinta e oito idiomas diferentes, cujas primeiras edições englobam 377 lançamentos, afora mais 40 edições portuguesas. São os seguintes os países estrangeiros que tiveram traduções da obra de Jorge Amado: Albânia, Alemanha, Angola, Argélia, Argentina, Armênia, Áustria, Bulgária, Canadá, Chile, China, Coréia, Cuba, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Geórgia, Guine-Bissau, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irã, Islândia, Israel, Itália, Iugoslávia, Japão, Letônia, Líbano, Lituânia, Mongólia, Noruega, Polônia, Portugal, Romênia, Rússia, Síria, Suécia, Suiça, Tchecoslováquia, Turquia, Ucrânia, Uruguai e Vietnã. O espanhol é o idioma que apresenta maior número de traduções.
Com esse perfil, não é de admirar que o nome de Jorge Amado é alvo de inúmeras homenagens no mundo inteiro, tendo sua marca sendo utilizada em nome de logradouros públicos, instituições educacionais etc. Foi homenageado no mundo inteiro com comendas e afins. Viajou pelo mundo todo e escrevia seus livros em toda parte. Casou duas vezes e viveu de maneira muito dinâmica. Enfim, trata-se de um escritor que supera toda e qualquer expectativa. Uma maravilha.
Maceió, 30 de setembro de 2016.
Abel de Oliveira Magalhães.

Compartilhar

1 COMENTÁRIO

  1. Abel,
    Penso que ler Jorge Amado, é obrigação de todos nós brasileiros. O tempero e alma nordestina formam o DNA desse romancista de primeira grandeza. Parabéns pela recomendação.
    Nada melhor que uma boa rede, música e um horizonte de casa de praia para completar o ambiente. Lógico e uma cervejinha gelada que ninguém é de ferro.
    Que tal??
    Abr

DEIXE UMA RESPOSTA

*