2016 – 18º livro – A bibliotecária de Auschwitz

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A bibliotecária de Auschwitz
Antonio G. Iturbe
Apresentação da editora
“Uma garota de 14 anos. Um professor. Oito livros. Esperança. Em plena Segunda Guerra Mundial, no maior e mais cruel campo de concentração do nazismo, cerca de quinhentas crianças convivem todos os dias com a morte e com o sofrimento. No pavilhão 31, de vez em quando uma janela é aberta para férias. Obra de Fred Hirsch, o professor que consegue convencer os alemães a deixá-lo entreter as crianças. Desta forma, garante ele aos nazistas, seus pais — judeus — trabalhariam bem melhor. Os alemães concordam, mas com uma condição: seria terminantemente proibido o ensino de qualquer conteúdo escolar no local.
Mal sabiam eles o que a jovem Dita guardava na barra de sua saia: livros.
Baseado na história real de Dita Dorachova, A bibliotecária de Auschwitz é o registro de uma época triste da história, mas também o relato de pessoas corajosas que não se renderam ao terror e se mantiveram firmes na luta por uma vida melhor, munindo-se de livros”.
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Não precisa dizer nada além da apresentação acima. No campo de concentração o combustível são os corpos atirados no forno dia e noite.
Na sala de aula das crianças era preciso ensinar qualquer coisa além dos ensinamentos do chefe nazista. Flagrar algum professor com livro era um crime horrendo. A menina responsável por isso conseguia esconder os livros sob a saia que usava, e também na parte superior do vestido. Ela protegia tudo com os braços. Nenhum livro era permitido no local. No final do dia ela escondia os livros num buraco, que era carinhosamente chamado de biblioteca.
Se alguém fosse flagrado pelos SS com um livro ou distribuindo algum, era executado. Quando terminava a inspeção, a jovem estava com os braços tão cansados que quase não suportava, mas ficava aliviada e orgulhosa. Sentia alívio enorme. O valor de um livro naquela comunidade era incalculável.
O olhar de Mengele é exatamente assim, o de olhos de cristal gelados, onde não há vida nem emoção alguma.
É triste e inacreditável verificar-se que houve acontecimento como a 2ª Guerra Mundial com o seu famigerado 3º Reich. O livro é muito forte e proporciona muita revolta a quem o lê. Trata-se, pois, de uma obra de leitura indispensável.
Maceió, 25 de agosto de 2016.
Abel de Oliveira Magalhães.
PS: Se você acessar imagens sobre o assunto no Google, você fica impressionado. Para ir lá, clique “google” imagens Auschwitz.

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