2016 – 13º livro – Bordejando sobre rimas e saudade – Almira Fernandes

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Bordejando sobre rimas e saudade
Singelo livro que constitui uma feliz ideia, a partir do título.
Bordejar – Navegar sem rumo certo. O livro, pois, é uma verdadeira viagem sobre um monte de coisas boas do mundo da autora. Na “orelha” ela diz que se identificou com grande parte das paisagens por onde passou ao longo de sua vida. Lagoa Mundaú, Manguaba, Rio São Francisco, Rio Amazonas (passeou de “gaiola), Caribe Mexicano, Mar Mediterrâneo, Rio Jordão, Mar da Galileia, Mar Egeu. E arremata: ‘Sou filha de marinheiro”. Era impossível não gostar de navegar. Daí a felicidade da escolha do título.
Os dados da autora são inúmeros, com destaque para atividade social. Dedicou o livro aos entes queridos, inclusive aos que se foram cedo, deixando uma lacuna impreenchível em nº de 4.
O prefácio, da Professora Enaura Quixabeira, fala dos sentimentos da autora e traduz com romantismo o significado do verbo “bordejar”.
Na apresentação, o autor faz em 20 estrofes o registro do seu sentimento sobre a obra.
Como diz a prefaciadora, o livro é uma viagem pelos bons tempos da autora. “O verbo bordejar tem cheiro de mar; faz parte do vocabulário dos marinheiros”. E a autora do livro é filha de pai marinheiro.
Dentro deste universo, a autora singra os mares de suas lembranças entre rimas e saudades. Fala de desafios e sofrimentos, bem como de sucessos surpreendentes.
Não poderíamos deixar de destacar o registro do acidente de sua filha mais nova, que gostava de saltar de paraquedas. E foi lá, na Espanha, que o acidente aconteceu. Despencou das alturas e se estatelou no chão. Até hoje, só a graça divina pode explicar a sua recuperação.
O livro, de fato, viaja pelo mundo afora. E destaca bons momentos vividos em família. No final, ela mostra um pouco da difícil vida profissional de um médico que resolve iniciar a sua vida profissional abraçando a causa morando no interior, onde não existia nada em termos de avanço tecnológico. Pior: ela, profissional bem sucedida na capital, cede aos caprichos do amor e vai ajudar ao futuro marido se casando com ele e enfrentando o grande desafio da época. Por conta disto, inúmeras são as histórias do marido para dar assistência à grande multidão de necessitados. Por conta dessas e outras, vencem todas as barreiras e se realizam de tal sorte que agradecem a Deus por tanta coisa boa que conseguiram realizar. Não é por acaso que o livro termina mostrando o bem sucedido evento dos oitenta anos em homenagem ao seu marido, dr. Judá, ocorrido no Resort Enotel, em Porto de Galinhas, PE, que ficou exclusivo para os familiares e convidados.
É impressionante observar como um casal tão ocupado ainda encontra tempo para escrever livros, com uma produção tão boa. E sem se falar no avançado da idade. Parabéns!
Maceió, 10 de junho de 2016.
Abel de Oliveira Magalhães.

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