Viagem a Belém – PA

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Viagem a Belém
1º Dia – Vôo 3179 Tam.
08-10 Despertar 4:00h. Banho, barba, deslocamento para o aeroporto. No check-in, faltou Identidade de Ivonete. De tanto se preocupar, esqueceu em casa. O problema foi resolvido pelo Magno, via celular, que tinha ido levar o casal no aeroporto. ‘Voando’ apressado, conseguiu retornar a tempo, no limite da espera. O vôo saia às 5:50h e atrasou um pouco em função de manutenção no aeroporto de Salvador. Decolamos às 6:15h.
Salvador – Chegamos em Salvador no horário normal, às 7:15h. Aproveitamos para fazer um lanche. De Maceió a Salvador, a Tam serviu suco e bala como café da manhã.
Salvador/Brasília – Vôo 3304 – Saída prevista 9:20. Vôo confirmado. Chegamos em Brasília às 11:06h, no horário previsto. Ótima viagem.
Brasília/Belém – Vôo 3446 – Embarque previsto: 13:20h. Partida prevista: 14:00h. Enquanto esperávamos, o tempo fechou e começou uma chuva de trovoada, com raios e trovões. Ocorreram cortes de energia e o fechamento do aeroporto para pousos e decolagens. Antes de esgotar o tempo, o aeroporto foi reaberto e seguimos viagem normalmente. Chegamos em Belém às 16:40h.
Surpresa. Estavam esperando a gente no aeroporto, além da Julinda (Guia e dona da empresa de turismo), a sua irmã Socorro e a querida sobrinha Eline, que morava na região. Foi só alegria.
Instalados no hotel, à noite fizemos a primeira atividade turística. Como não tínhamos almoçado, Julinda nos levou para a Estação das Docas, ambiente muito agradável, às margens do Rio Guamar, que banha a cidade, Com grande movimentação, ficamos até as 23:00h. Passamos pela Av. das Mangueiras, que é arborizada pela produtora da conhecida fruta; pelo Cemitério Soledade, onde as mangueiras produzem as mangas mais doces do mundo, segundo informação de nossa cicerone Julinda. Passamos pelo Polo Joalheiro, onde existia a antiga Penitenciária de Belém. Fomos direto para o Parque Mangal das Garças, às margens do Rio Guamar, que banha a cidade. No citado parque, visitamos o Memorial Amazônico da Navegação, que guarda os antigos instrumentos de navegação, tudo fotografado pela Ivonete, que está gostando do hobby. Vimos uniforme com patente de capitão para cerimônias comemorativas; armas da marinha, garças, cisnes negros, iguanas, açaizeiros, guarás e coelheiros (laranja e branco rosado), vegetação aningual, (Aningual das garças). Subimos o Farol de Belém, numa altura de nove andares, ou 30m, sob a orientação do simpático funcionário Joesley, de onde descortinamos maravilhoso visual. Na descida, fizemos uma pausa para o lanche tomei uma Cerpinha, (a cerveja deliciosa do Pará). Ivonete e Julinda se serviram de sorvetes regionais: Cupuaçu e Açaí. Foi legal. Tudo isto para amenizar o forte calor da região.
Momentos de reflexão – Saímos do parque e fomos para o Polo Joalheiro. Visitamos a capela de São Liberto e percebemos o forte contraste das grades de ferro da antiga penitenciária e a delicadeza das pedras preciosas e os trabalhos artísticos desenvolvidos pelos joalheiros e afins. Num grande teatro, as escolas apresentavam peças teatrais em homenagem ao Dia das Crianças. O ambiente climatizado rivalizava com o forte calor existente lá fora. O som era de excelente qualidade e o conjunto materializava belo exemplo de educação para as novas gerações.
Santuário de Nazaré – Do Polo Joalheiro, fomos pra o Santuário de Nossa Senhora de Nazaré. A catedral é de uma construção imponente, que deixa qualquer pessoa encantada. Em estilo barroco, ricamente adornado com belos vitrais importados da Itália e madeiras de lei torneadas e bem acabadas com o gênio da Europa. Um esplendor. Num apêndice do Santuário, confortável espaço reservado aos romeiros que se deslocam de várias partes do país a pé, para pagar as suas promessas. Percorrem distâncias de 70, 100, 200, 300 e até 4.000 km, como foi o caso de um romeiro que gastou 3 meses, 2 semanas e 3 dias para chegar ao destino (veio de São Paulo a pé). No caminho, foi assaltado 3 vezes. Todos chegam exaustos, com os pés inchados, calejados e enfraquecidos pela longa caminhada. Para se recuperarem, recebem tratamento de voluntários com massagens, fricções, etc, além de alimentação distribuída por voluntários que aparecem de toda parte. Como uma tarefa milagrosa e motivadora, tudo é feito de maneira espontânea, inclusive com doações que chegam a todo instante. Algo estranho se expande no ar, uma energia revitalizante, que inebria e encanta a todos. Por causa disto tudo, respira-se Círio de Nazaré por toda parte. Por outro lado, o comércio fica repleto de lembranças e reminiscências do Círio, que vende como água. Até na saudação existe a influência. Quando se quer desejar felicidade a alguém, diz-se: “Bom Círio”. O riso aflora no interlocutor. Como reflexo do evento, a população da cidade dobra, passando dos habituais 1.800.000 para 3.000.000. Quanto aos carros que circulam na cidade, acontece um aumento inesperado de 50.000 novos veículos.
Círio quer dizer ‘vela’. O uso constante do vocábulo elevou-o à categoria de evento internacional.É algo, por assim dizer, ENCANTADOR.
Maceió, outubro de 2009
Abel de Oliveira Magalhães

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