2015 – 13º livro – Diários da presidência – Vol 1 – 1995-1996

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13º livro
Diários da presidência – Vol 1 – 1995-1996
Autor: Fernando Henrique Cardoso
Páginas: 906
Descrição do produto
“Relato franco da prática política no Brasil, Diários da Presidência são a um só tempo documento histórico de valor inestimável e crônica cativante do exercício do poder”.
“A articulação política para a formação do governo. O necessário convívio com o fisiologismo. As intrigas palacianas. Os atritos com o Congresso. A negociação com os setores retrógrados. A reforma do Estado. A solidão. Durante seus dois mandatos como Presidente da República (a primeira entrada data de 25 de dezembro de 1994, quando o presidente eleito mas não empossado reflete sobre a composição do ministério), Fernando Henrique Cardoso manteve o hábito quase semanal de registrar, num gravador, o dia a dia do poder”.
“Os diários têm a franqueza das confissões deixadas à posteridade — como de fato era a intenção original do autor. Neles transparecem as hesitações do cotidiano, os julgamentos duros de amigos próximos, os pontos de vista que mudam com os fatos, as afinidades que se criam e as que arrefecem. Para o leitor, são não só uma janela aberta para a intimidade do poder como uma ferramenta valiosa para a compreensão do Brasil contemporâneo”.
“Os registros orais de FHC foram transcritos por Danielle Ardaillon, curadora do acervo da Fundação Instituto Fernando Henrique Cardoso, revistos pelo autor e pela editora, e serão organizados em quatro volumes bianuais (1995-6; 1997-8; 1999-2000; 2001-2). Os dois primeiros anos compreendem quase noventa horas de gravação, decupadas a partir de 44 fitas cassete, que renderam mais de novecentas páginas. A editora planeja concluir a publicação dos Diários em meados de 2017” – segundo a editora.
Para quem gosta de política e dos seus meandros, está aí uma grande obra. Lá estão os exercícios de quem é direito e bem-intencionado, mas que, para tentar acertar, teve que ceder inúmeras vezes sem perder a sua dignidade. A pressão dos que se dizem amigos e o jogo de interesse por todo lado é um desafio permanente. No biênio 95/96 houve o jogo pesado envolvendo a influência de Antônio Carlos Magalhães e Paulo Salim Maluf, dois estrategistas buscando o estrelato. Os problemas envolvendo os bancos Nacional, Bamerindus, o Banespa, entre outros; as dificuldades do dr. Adib Jatene no Ministério da Saúde; a aprovação da CPMF em função do seu prestígio; a necessidade de pedir demissão pelos intermináveis problemas enfrentados, contra a vontade do presidente; a privatização da Vale do Rio Doce; a luta para aprovar a reeleição; um verdadeiro mar de problemas para a administração de uma presidência desejosa de acertar e com um índice de aprovação bastante elevado – tudo isto não foi fácil para que o timoneiro conseguisse lograr sucesso na espinhosa empreitada. Além de tudo isto, o protagonista ainda tinha que viajar sempre por todo o mundo, a fim de buscar soluções de interesse comum entre as nações amigas. Com tantas tarefas para enfrentar, ainda encontrava tempo para ler e ouvir música, bem como dar assistência à família, principalmente aos netos e amigos que o visitavam. Estes são os ingredientes encontrados no livro, com uma narração boa em que o leitor sente prazer de continuar a leitura.
Sobre o Autor
Nasceu no Rio de Janeiro em 1931. Foi presidente do Brasil por dois mandatos consecutivos, de 1995 a 2003. Sociólogo graduado na Universidade de São Paulo, afirmou-se desde o final dos anos 1960 como um dos mais influentes intelectuais latino-americanos. A partir de sua carreira acadêmica e intelectual, teve importante papel na luta pela redemocratização do Brasil. Foi senador por São Paulo e participou da fundação do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) em 1988. Foi ainda ministro das Relações Exteriores e da Fazenda no governo Itamar Franco. Ex-professor catedrático de Ciência Política e atual professor emérito da Universidade de São Paulo; foi diretor associado de Estudos na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris, e professor visitante no Collège de France e na Universidade de Paris-Nanterre. Ocupou a cátedra Simón Bolívar na Universidade de Cambridge e ensinou nas universidades Stanford e de Berkeley. Foi ainda nomeado Membro dos Conselhos Consultivos do Institute for Advanced Study, Princeton, e da Fundação Rockefeller, Nova York. É autor de diversos livros.

Maceió, 31 de dezembro de 2015.
Abel de Oliveira Magalhães.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Bom, gostaria de informar que também estou lendo esse ótimo livro, (atualmente estou nos 30%) presente virtual de Natal de minha filha Flávia. Sobre o tema e o que se pode aprender ao ler a obra, acrescento à boa sinopse do Abel, o fato de que é facilmente percebido entre tantas outras, a melhor das competências do FH, SUA LIDERANÇA 360°, decorrente de seu estilo gerencial, formação e capacidade de ouvir, isso confirma o que já sabemos: o FH demonstra por a + b ser um líder que consegue extrair de seus subordinados o melhor deles, sua capacidade de focar e produzir resultados impressiona e o melhor, sua fórmula para administrar conflitos e interesses diversos, inclusive contrapondo suas próprias certezas é o que possibilitou o sucesso e a alavancagem do país para receber o respeito e a admiração do mundo. Provavelmente não veremos em nenhum outro político brasileiro por muito tempo a frente, um presidente sequer próximo do FHC.
    Uma outra característica marcante: todos os seus subordinados gostam muito de trabalhar pra ele, ao contrário de nossa atual presidente que ninguém a suporta….
    Ser considerado por Clinton, Kissinger, Mandela entre outros tantos, de tal calibre, como um líder brilhante é verdadeiramente um motivo de grande orgulho pra mim e certamente para milhares de outros tantos brasileiros.
    Isso posto, fico à disposição dos interessados, repassar em qualquer tipo de arq eletrônico, dependendo do tipo de leitor, um brinde, ou seja cópia deste inestimável e valioso livro. Basta entrar em contato.
    Abr
    Fernando

  2. É gratificante receber o “feedback” de pelo menos uma pessoa ante um trabalho que alguém se dedica, inclusive como realização pessoal alimentando um saudável hábito como o da leitura. Como tudo na vida, para ser bem sucedido em qualquer tarefa é preciso ter persistência, seriedade e determinação, independente de receber retorno ou elogio por tal procedimento. A rigor, quem age assim tem o desejo maior de servir de exemplo e incentivador para outras pessoas se servirem do delicioso comensal. Melhor ainda quando recebe uma palavra de conforto pela especial proeza. Por outro lado, um discreto sentimento de tristeza por não convencer outros a beberem da água especial. Assim, fica o sentimento do dever (espontâneo) cumprido, e a semente jogada no chão em busca de terreno fértil. Muito obrigado, meu irmão Fernando, pelo retorno.

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